Uninter figura entre as maiores universidades com ênfase na EAD no mundo

Autor: Madson Lopes - assistente de comunicação

Entre as gigantes do mundo. No ano em que a Uninter celebra 30 anos de trajetória, seu nome figura na 16ª posição em um ranking que lista as 20 maiores Instituições de Educação Superior com ênfase na educação a distância em todo o mundo. 

O ranking faz parte de um levantamento inédito feito por Claudio Rama, doutor em Educação e professor da Universidade de Montevidéu, no Uruguai. Confira a divulgação original neste link. Segundo ele, a apuração faz parte de uma pesquisa mais ampla, em revisão, destinada a avaliar as chamadas megauniversidades. 

Esse termo — megauniversidades — foi criado pelo ex-diretor assistente para Educação da Unesco, Sir John Daniel, e define as instituições de educação superior com, no mínimo, 100 mil estudantes e estrutura baseada em tecnologias de informação e comunicação, com modelo educacional aberto ou flexível, como o adotado pela Uninter desde o início. 

Além disso, esse conceito não se restringe ao número de matrículas ativas e à metodologia de ensino. De acordo com Rama, as megauniversidades garantem mensalidades baixas e alta qualidade de ensino. “A possibilidade de reduzir custos e melhorar a qualidade simultaneamente são elementos vitais que posicionam essas instituições especializadas como um importante contribuinte para a equidade e o acesso”, escreveu o professor no site Diario La R. 

Referência em alcance e qualidade 

Pelo trabalho em favor da educação, para o professor João Vianney não é surpresa a Uninter figurar na lista. “Uma virtude que eu vejo na Uninter é a excelência na preocupação com o aluno; preocupação extrema, foco dedicado à aprendizagem”, destacou Vianney, que é doutor em Ciências Humanas e sócio consultor da Hoper Educação. 

Foi ele quem divulgou o ranking no Brasil e ajustou os dados das instituições brasileiras a partir dos números de matrículas ativas nos cursos de graduação informados no último Censo do Ensino Superior do Brasil do INEP, de 2024, período em que a instituição contava com 286.484 matrículas ativas. Confira a lista completa com os números de cada instituição na tabela publicada por Vianney em seu perfil no Instagram. No total, a Uninter tem 729 mil alunos ativos, entre graduação e pós-graduação, de acordo com dados de dezembro de 2025.

Com cinco instituições brasileiras e uma colombiana, a América Latina contribui com 30% das megauniversidades. Entre as latino-americanas, a Uninter fica na 6ª colocação. No caso das instituições nacionais, chama a atenção o fato de todas serem privadas. Para Vianney, isso acontece porque o Brasil tomou rumo diferente do resto do mundo, que criou universidades públicas por EAD até 1980. 

“O MEC (Ministério da Educação) desenvolveu um programa chamado UAB, Universidade Aberta do Brasil, no qual patrocina o financiamento de algumas universidades públicas para oferecer programas de EAD”, disse. Por isso, hoje são instituições como a Uninter que estão democratizando o acesso ao conhecimento ao levar formação acadêmica a públicos distintos, em diferentes localidades e contextos sociais. 

“Aonde não chegava o ensino presencial, eu consigo levar conhecimento, competências e habilidades para uma comunidade que, de outra forma, não teria acesso. Isso é uma dimensão da qualidade”, afirmou Vianney. 

Educação que transforma, se reinventa 

Para o reitor, Benhur Gaio, estar entre as maiores instituições do mundo em número de estudantes não é apenas um marco estatístico, mas a confirmação de que um projeto educacional construído com propósito alcançou maturidade e relevância internacional. 

“A educação a distância transformou o mapa do ensino superior no Brasil, e a Uninter entende seu papel como agente de democratização real do conhecimento. Temos milhares de estudantes que são os primeiros de suas famílias a ingressar na universidade, muitos trabalhadores que conciliam estudo e profissão e pessoas que vivem em regiões antes sem acesso à educação superior”, destacou Benhur. 

Com as mudanças na educação, especialmente por conta do marco regulatório do ensino a distância, aprovado no ano passado e que deve ser implementado até 2027, o reitor o tempo é de adaptações para permanecer relevante e continuar impactando a sociedade. 

“O desafio agora não é apenas crescer, mas qualificar ainda mais a experiência educacional. Estamos avançando em inovação pedagógica baseada em dados, em estratégias de permanência estudantil e em modelos formativos que dialoguem diretamente com o mundo do trabalho”, concluiu o reitor, avaliando os próximos passos da instituição. 

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Autor: Madson Lopes - assistente de comunicação
Edição: Larissa Drabeski
Créditos do Fotógrafo: Natália Schultz


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