“Todos os problemas se tornam infantis depois de explicados”: Uninter celebra dia do detetive particular

Autor: Sandy Lylia Silva - estagiária de jornalismo

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A comemoração do dia do detetive particular ainda não tem data unificada no Brasil, e esta é uma das pautas defendidas pelos profissionais da área, visando ao reconhecimento da profissão.

No Rio de Janeiro, o dia 26 de julho ficou instituído para celebrar a profissão, com aprovação na Assembleia Legislativa do estado, data que também é comemorada em outros estados.

A data foi celebrada na Uninter com encontro on-line para esclarecer as particularidades e debater o futuro da profissão. A conversa teve participação do vice-reitor, Jorge Bernardi; do coordenador dos cursos superiores de Investigação Profissional, Tecnologia em Segurança Pública, e de Gestão do Trânsito e Mobilidade Urbana, Gerson Luiz Buczenko, e do tutor do curso de Investigação Profissional e membro honorário do Conselho dos Detetives Particulares do Estado de São Paulo (Condesp), Valdilson Aparecido Lopes. Os convidados foram os detetives particulares André Luís da Silva e Décio de Freitas.

O único curso superior disponível no país para formação de investigadores profissionais, é da Uninter, e foi idealizado por Jorge Bernardi. O curso de Investigação Profissional, lançado em 2018, recebeu recentemente nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC).

Jorge declara ser um entusiasta da causa. Sonhou em ser um investigador, um espião, na sua adolescência, quando teve contato com livros de bolso e gibis com essa temática, hoje sente-se honrado pelo  título de detetive honorário que recebeu da Associação dos Detetives do Estado de São Paulo.

Para Gerson, a profissão de detetive é muito importante, pois esses profissionais são os olhos especializados que atuam na sociedade prestando serviço ético, correto, honesto e legal para seus clientes, colaborando para que nosso país ser cada dia melhor.

Décio abordou o histórico de luta para a melhoria da classe, inclusive a questão da criação do Dia Nacional do Detetive Particular.

Com mais de trinta anos de experiência na área, os convidados são autores do PL 3012/2021, Projeto de Lei que visa instituir o dia 11 de abril, como o Dia Nacional do Detetive Particular, dia em que foi sancionada a Lei 13.432/2017, que dispõe sobre o exercício da profissão de detetive particular.

“A criação do curso de Tecnologia em Investigação Profissional da Uninter é uma contribuição incomensurável para nossa luta dentro da regulamentação”, diz André. Segundo ele, a profissão ainda é um subemprego no país, em detrimento do número relativamente pequeno de empresas e agentes autônomos formalizados.

“O que vai colocar nossa profissão em outro patamar no país, inclusive do ponto de vista socioeconômico, é a regulamentação, que tramita na Câmara dos Deputados, sob PL 3161/2021. Hoje o detetive é alguém que tem conhecimento prático sem uma formação acadêmica, é um cidadão que desenvolve suas habilidades no dia a dia, aprendendo com erros e acertos. Para que tenhamos a evolução do status da profissão, só a partir da regulamentação, quando se estabelecerá, através de uma formação técnica científica objetiva, uma profissão reconhecida,  livre, mas com regras”, relata o convidado.

Gerson acredita que no futuro a profissão estará passo a passo com a polícia investigativa, ajudando realmente na solução de crimes em todo nosso país. “É uma profissão muito nobre e merece todo nosso reconhecimento”, diz ele.

Valdilson relembrou a frase de Sherlock Holmes: “Todos os problemas se tornam infantis depois de explicados”, e finalizou o encontro comentando  o seu  sentimento de honra em fazer parte do desenvolvimento desta história, que é a regulamentação da profissão, segundo ele, um sonho para todos os que trabalham com investigação.

A conversa foi transmitida pelo canal no YouTube da Escola Superior de Gestão Pública, Política, Jurídica e Segurança no dia 21 de julho de 2022, e você pode acompanhar na íntegra neste link.

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Autor: Sandy Lylia Silva - estagiária de jornalismo
Edição: Larissa Drabeski


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