Índice aponta os esportes mais populares

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro terminaram em 2016, mas os estudos olímpicos no país continuam. Os desafios que os Jogos Olímpicos vêm enfrentando foram tema do 7º Seminário Internacional de Estudos Olímpicos, realizado nos dias 23 e 24 de novembro de 2017 na Universidade de São Paulo (USP).

Professora dos cursos de licenciatura e bacharelado em Educação Física da Uninter, Bárbara Schausteck de Almeida participou da primeira mesa redonda no evento. Para sua apresentação, ela criou o Índice de Sustentabilidade das Modalidades Olímpicas (ISMO), para comparar as modalidades que compõem os Jogos Olímpicos e verificar quais têm maior sucesso a partir de três critérios: abrangência geográfica, apelo popular e custo-benefício televisivo.

“Um dos grandes desafios dos Jogos Olímpicos é o seu custo para as cidades-sede. São quase 10 mil atletas e 5 mil técnicos, mas nem todas as modalidades geram o mesmo interesse. O ISMO foi criado para verificar quais das modalidades têm as características desejáveis para manter a popularidade dos Jogos Olímpicos”, explica a professora.

De acordo com esse índice, as modalidades que têm maior sustentabilidade são atletismo, natação e basquete, sendo que as modalidades handebol, pentatlo moderno, hipismo e canoagem têm os índices mais baixos. “Ainda que isso não defina qual modalidade será excluída dos jogos, o índice acende um alerta para o movimento olímpico”, conclui a professora.

Além desses desafios, outros temas debatidos foram: as mulheres e o movimento olímpico, as trocas de nacionalidades de atletas, a educação olímpica, as novas modalidades olímpicas e o doping. O evento contou com a participação de alunos de graduação, mestrado e doutorado, atletas, estudiosos e pesquisadores do Brasil, Grécia, Inglaterra e Espanha. Os trabalhos do evento serão publicados no periódico Journal of Olympic Studies.

Edição: Mauri König

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