Aprender exige emoção

Autor: Renata Cristina - Assistente de comunicação

O estudo da aprendizagem parte de um objeto particular, que é o cérebro. O órgão carrega conhecimento e, ao mesmo tempo, é também um objeto de pesquisa. A palestra “Como o Cérebro Aprende: Insights da Neurociência para o Ensino Superior”, realizada na Semana Pedagógica 2026 da Uninter no dia 28 de janeiro, abordou os processos de aprendizagem do cérebro.

A palestra foi apresentada pelo Diretor da Escola Superior de Saúde Única (ESSU), Cristiano Caveião, e pela Diretora da UninterTech, Christiane Kaminski. A transmissão foi através do Univirtus, com a participação através do chat, mediada pela analista da Escola de Polos Thais Eskorek.   

A condução da temática foi ministrada pelo professor da ESSU Cassio Gonçalves de Azevedo. Psicólogo e psicanalista, Cassio buscou explicar os processos que tornam o conhecimento atrativo para o ser humano. 

Fundamentalmente, o aprendizado acontece através das sinapses, conexões entre neurônios que permitem a transmissão de informação no cérebro. Essas informações atravessam a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de criar, fortalecer ou eliminar essas conexões.  

Esse processo é favorecido pela repetição espaçada e períodos de descanso. A partir disso, com o tempo, repetição aliada ao descanso contribui para a consolidação da memória de longo prazo, tornando o aprendizado mais estável e duradouro.  

Partindo para os métodos que fazem com que esse conhecimento seja absorvido, o professor destacou a atenção focada como condição essencial para a aprendizagem. “Se eu não estou prestando atenção, eu não tenho como aprender […] A gente tende a manter uma atenção focada naquilo que tem a ver com a gente, no que estamos interessados, no que nos faz sentido e o que, mais ou menos, a gente já conhece”, afirma o professor.  

As emoções também exercem uma função importante neste cenário, pois segundo o professor: “Aprender não é um ato puramente racional. Aprendizado sem emoção não existe. Emoções positivas, como prazer e curiosidade, favorecem o processo, enquanto o estresse, o inibe”. 

Além disso, o cérebro também aprende a partir daquilo que chega até ele, ou seja, a partir daquilo que ele se relaciona. “Eu diria que ou a gente aprende com tudo, ou não aprende”.  

O professor finaliza a palestra com a reflexão de que a grande chave de ensinar, talvez, seja o encantamento: ensinar o que gosta de estudar e transmitir isso ao estudante. Além disso, estimular a “fome”, a vontade de aprender. “O cérebro sedento, por si só, ele aprende. O cérebro é uma máquina de aprender. Se você deixar, ele sai buscando resposta em todos os lugares”, finaliza.  

O encerramento da palestra foi feito pela coordenadora da Escola de Polos, Francieli Castro, que destacou a importância de estar do outro lado, aprendendo conteúdos que os professores trazem. 

Confira a cobertura completa da programação:

26 de janeiro: Evento de abertura 

27 de janeiro: “A Voz que Educa: Comunicação Humanizada e Influência Positiva”

28 de janeiro: Como o cérebro aprende: insights da neurociência para o ensino superior

29 de janeiro: Inteligência emocional e escuta entre docentes

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Autor: Renata Cristina - Assistente de comunicação
Edição: Larissa Drabeski


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