Professores são como bússola do conhecimento

Autor: Yasmin Guedes da Silva - estagiária de Jornalismo

Em um cenário de transformação acelerada na educação, a voz do professor permanece como o guia essencial para navegar em um mar de informações e tecnologias. Esta foi a mensagem central da palestra “A Voz que Educa: Comunicação Humanizada e Influência Positiva”, realizada na terça-feira (27) como parte da Semana Pedagógica 2026 da Uninter.

Transmitida ao vivo dos Estúdios Araucárias, em Curitiba (PR), para docentes e colaboradores, a palestra reforçou que, em meio a mudanças aceleradas, o vínculo humano é insubstituível. A gravação completa está disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da instituição.

A abertura do evento foi conduzida pela professora Débora Veneral, diretora da Escola Superior de Gestão Pública, Política, Jurídica e Segurança (ESGPPJS), e pelo professor André Corradini, diretor da Escola Superior de Ciências Agrárias e Meio Ambiente (ESCAM). Débora convidou os participantes a refletirem sobre a importância do professor na formação acadêmica. “Por mais que haja evolução tecnológica, o ser humano continua tendo a sua grande importância”, afirmou, desejando a todos um excelente 2026. André adiantou o tema da palestra, introduzindo a metáfora da “bússola” e apresentando a convidada.

A palestra foi comandada pela jornalista e especialista em comunicação, Thayse Leonardi, com mediação das interações no chat pela analista da Escola de Polos, Thais Eskorek. Thayse iniciou propondo uma reflexão ao público: em uma única palavra, o que é ser professor? Conceitos como “ponte”, “referência”, “inspiração” e “resiliência” surgiram como resposta.

A especialista então desenvolveu a analogia central: se a tecnologia (IA, plataformas, modelos imersivos e o ensino híbrido) atua como um “mapa” que organiza e escala o conhecimento, o professor é a “bússola” que oferece direção em tempo real. “Em ambientes complexos, o maior risco não é a falta de informação, e sim a desorientação”, alertou Thayse. Argumentou que, embora a tecnologia revolucione o acesso e a personalização do ensino, é o professor quem sustenta o vínculo, a confiança e traduz a complexidade para o aluno.

Partindo dessa premissa, Thayse compartilhou cinco boas práticas de comunicação para contextos de mudança, um conteúdo detalhado que vale a pena ser conferido na íntegra da palestra gravada.

  1. Definir o propósito: Clareza sobre o objetivo (informar, inspirar, engajar) e a ação esperada do aluno antes de qualquer comunicação.
  2. Intencionalidade tecnológica: Escolher criteriosamente o canal (e-mail, AVA, chat, vídeo) que melhor transmite a mensagem e simplifica a compreensão.
  3. Adaptar a comunicação ao canal: Adequar tom e linguagem: mais próximos em aulas ao vivo, objetivos em e-mails e mantendo consistência visual e de navegação nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA).
  4. Utilizar toda a comunicação a seu favor: Explorar não apenas as palavras, mas todos os recursos como iluminação, cenário, qualidade do som, postura e linguagem não verbal para criar uma experiência completa.
  5. Atenção aos detalhes de execução: Cuidar do enquadramento, olhar para a câmera, incluir gatilhos de atenção e garantir a qualidade técnica para prender e engajar o aluno no ambiente virtual.

O encerramento foi realizado pela coordenadora da Escola de Polos, Francieli Castro, que agradeceu a presença de todos. A palestra deixou claro que nenhuma ferramenta substitui a presença do professor como orientador e criador de vínculos, servindo como uma inspiração para que os educadores se preparem e reflitam sobre sua prática em 2026, sem desanimar diante das novidades tecnológicas.

A cobertura completa da Semana Pedagógica 2026, estará disponível no site da Central de Notícias Uninter. O evento segue até esta quinta-feira (29).

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Autor: Yasmin Guedes da Silva - estagiária de Jornalismo
Edição: Larissa Drabeski


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