Vivência, natureza, religiosidade, aventura. Tudo cabe no turismo sustentável

Autor: Ariadne Körber - Estagiária de Jornalismo

Na indústria do turismo, falar sobre sustentabilidade já não é mais novidade. O turismo sustentável busca satisfazer a curiosidade e o desejo por novas experiências por parte do turista, ao mesmo tempo em que promove a preservação ambiental e cultural das regiões visitadas.

Para debater sobre os temas mais atuais na área do turismo, a coordenadora do curso de Gestão de Turismo da Uninter, Grazielle Ueno Maccoppi, e a professora Karen Freme Duarte Sturzenegger têm um programa na Rádio Uninter. O turismo sustentável foi tema da edição do dia 4 de outubro.

Como outros tipos de atividade econômica que buscam a sustentabilidade, o turismo tem uma preocupação social e ambiental. Para Grazielle, o turismo “é uma das atividades que consegue abarcar os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em busca de um mundo melhor. A partir disso foi criada toda uma agenda de trabalhos e desenvolvimento mundial da atividade turística, permeando esses objetivos”.

Grazielle salienta a necessidade de que a prática turística seja repensada, não só como uma atividade de lazer, mas para que os turistas se conscientizem de que essa atividade é uma fonte de desenvolvimento, renda, avanço social e cultural para os moradores das regiões visitadas.

A professora Karen destacou que 2017 foi escolhido pela ONU como o ano do turismo sustentável, e que desde então as organizações mundiais de turismo têm buscado focar na sustentabilidade. Karen destaca que quando o turista tem práticas e comportamentos sustentáveis, ele pode impactar positivamente o local que visita.

Durante o programa, as professoras deram algumas dicas básicas de como fazer uma viagem sustentável: comprar artesanato produzido localmente, ao invés de comprar algo produzido em larga escala; não colocar a toalha para ser lavada todos os dias em que estiver no hotel; prestigiar a gastronomia local, buscando conhecer o que é típico da região.

Grazielle também destacou que os atrativos de uma região definem o perfil de seu público. Regiões com pontos turísticos mais propícios para esportes de aventura e que se encontram próximas à natureza tendem a chamar mais a atenção de pessoas que buscam se desconectar da vida corrida dos grandes centros. “É legal perceber que o turismo é uma válvula de escape para esse indivíduo”, pontua a coordenadora.

Para as professoras, a forma de se relacionar com a atividade turística tem mudado para uma prática mais consciente e menos elitizada, uma tendência que pode ser observada em outras áreas também. O turismo de experiência, por exemplo, é definido como uma vivência que busca atingir o viajante de forma emocional, proporcionando atividades interativas de vivências comuns de uma determinada região e que não são artificialmente preparadas para receber os turistas. Como ir a uma fazenda e ter a oportunidade de plantar e colher, e inclusive preparar o que foi colhido, participando de todas as etapas do processo.

O Brasil tem um grande potencial a desenvolver nesse tipo de turismo, para o qual os investimentos em infraestrutura são secundários. “Primeiro, é importante entender que para a prática do turismo não é necessária uma grande estrutura, mas ter um olhar profissional, curioso e apurado para com a realidade que se tem. Vai de um bom gestor buscar essas potencialidades na região e explorar isso, sempre com respeito à cultura e ao meio ambiente a sua volta”, conclui Grazielle.

O programa Por Dentro do Turismo vai ao ar ao vivo todas as quartas- feiras às 10h30, na Rádio Uninter.

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Autor: Ariadne Körber - Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Pixabay


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