Tecnologia se incorpora de vez ao ensino da medicina


 

Adriano Paulo – Estudante de Jornalismo

O uso de tecnologias no curso de medicina pode agregar no desenvolvimento dos alunos? Em todos os cursos de graduação, o uso de aparatos tecnológicos tem sido muito frequente como recurso de ensino e aprendizagem. Hoje, grande parte das escolas de medicina passaram a utilizar simuladores 3D em aulas de anatomia e em outras disciplinas.

Até que ponto esses inventos tecnológicos podem ser prejudiciais ou benéficos para a formação de um profissional da saúde? Sabendo que se trata de um assunto polêmico, por eles estarem trabalhando com simuladores em forma de manequim ao invés de trabalharem com um cadáver. No entanto, a medicina avançou, nesse meio profissional a “tecnologia tem grande predominância na área da saúde”.

Esse é o tema da dissertação apresentada à banca de qualificação do programa de pós-graduação de Mestrado Profissional em Educação e Novas Tecnologias do Centro Universitário Internacional Uninter. Na dissertação, a pesquisadora Cláudia Morais Faria Lazzarotto aborda questões relacionadas ao uso de meios tecnológicos nas aulas do curso de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“O uso de simuladores nas aulas práticas proporciona maior habilidade, destreza manual e atendem aos critérios dos INEP-SINAES proporcionando uma melhor avaliação do curso, além de preparar melhor o aluno para a vida profissional, já que no exercício da profissão predomina o uso das tecnologias no cotidiano” salienta a pesquisadora. Clique aqui para ler o artigo completo.

Aulas tradicionais x aulas tecnológicas

De acordo com a legislação vigente, segundo as resoluções da UFPR, toda disciplina pode apresentar até 20% de sua carga horária em educação a distância. Por exemplo, por meios de plataformas digitais como NEAD (Núcleo de Educação a Distância), AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem), entre outros.

A pesquisa realizada para fundamentar a dissertação constatou um aumento no emprego das novas tecnologias. Em 2013, por exemplo, 25% dos professores aplicavam aulas expositivas tracionais e 75% ministravam aulas com o uso de novas tecnologias educacionais. Dois anos depois, 100% dos professores utilizavam aulas com o uso de novas tecnologias.

Um tema um tanto delicado, a implantação de equipamentos computadorizados é inevitável diante dos avanços tecnológicos. Tendo total conhecimento para utilizá-los, serão ferramentas de grande relevância para a medicina. A pesquisa sustenta que é necessário um ciclo de debates para oferecer um suporte adequado aos professores, encontrando equilíbrio para inserções de meios tecnológicos nas aulas de medicina.

Edição: Mauri König


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