SIANEE recebe intérprete da TV Câmara


Há 8 anos foi sancionada no Brasil a lei (no. 12.319/10) que regulamenta o exercício da profissão de tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais, a Libras. Em um país onde quase 10 milhões de pessoas tem deficiência auditiva, segundo dados do censo de 2010, aos poucos as conquistas em prol da inclusão vêm se consolidando.

Na Uninter, o Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (SIANEE) conta com 14 intérpretes que fazem traduções em sala, nos cursos presenciais, e também nas videoaulas que são transmitidas via satélite para todo Brasil. Em 2009, a Uninter foi a primeira instituição de ensino superior do Brasil a implementar tradutores de libras nas aulas da educação a distância, e este tem sido um grande diferencial da instituição no mercado.

Foi graças à iniciativa que Gustavo Santos Lopes, intérprete na Universidade de Brasília – UNB, e também do instituto da TV Câmara, chegou até a Uninter.

“A primeira vez que vi um trabalho da Uninter foi através de um professor meu que estava estudando EAD na Uninter. Ele me disse que nas aulas havia intérpretes, na época era a única que tinha. Ele contou que gostava bastante e que a janela do intérprete era grande – achei muito interessante”, comenta Gustavo.

O tamanho da janela com intérprete de libras nos vídeos da Uninter, segundo a coordenadora do SIANEE, Leomar Marchesini, está de acordo com o as normas do Ministério da Justiça e da Secretaria da Comunicação. Ainda segundo Leomar, “alguns alunos ouvintes achavam que o intérprete de libras era um distraidor, e que eles ficavam prestando mais atenção nele do que no professor. Aí nós bolamos um jeito de tirar, e agora a janela com o intérprete é optativa. Este é um procedimento que só nós temos no Brasil”, afirma.

Este, segundo Gustavo, é outro diferencial que o motivou a visitar o SIANEE em Curitiba quando estava passando alguns dias na região sul do país. O intérprete comentou que conhecia o trabalho do serviço de inclusão aos alunos apenas pelas redes sociais, e que lá de Brasília tinha o desejo de visitar os estúdios e ver como era feito todo o trabalho. E foi no início de outubro que a visita finalmente aconteceu, dando a ele a oportunidade de conhecer de perto o trabalho exemplar realizado pelo SIANEE.

Edição: Mauri König / Revisão Textual: Jeferson Ferro

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