SAÚDE

Público lota Câmara de Avaré em seminário sobre autismo

Autor: Caio Brenner - Estagiário de Jornalismo

O autismo é um transtorno de natureza psiquiátrica que, em linhas gerais, compromete o desenvolvimento das habilidades de interação social nos indivíduos. O transtorno atinge em média 1 a cada 68 crianças no mundo e pode envolver déficits persistentes na linguagem receptiva, expressiva e na interação social, com presença de comportamentos repetitivos, em maior ou menor grau.

O trabalho para inclusão e tratamento para os diagnosticados com autismo envolve pesquisas que buscam entender melhor como esta condição se desenvolve. Para promover a adaptação dos autistas no meio social, é necessário compreender as necessidades específicas que eles manifestam em ambientes dos mais diversos.

Outro objetivo dos estudiosos é o de conscientizar as pessoas quanto às características que definem o transtorno, por meio de palestras e eventos que acontecem com mais frequência no “abril azul”, o mês mundial da conscientização sobre o autismo.

No dia 18 de abril, ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Avaré (SP) o 1º Simpósio Multidisciplinar sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA), que teve apoio do polo Uninter Avaré. Mais de 400 pessoas participaram de palestras informativas e de desenvolvimento sobre a área do autismo.

“Foi observada a necessidade de trazer para cidade de Avaré um simpósio onde pudesse ser discutida essa temática tão importante para a área da educação e da saúde”, comentou o administrador do polo, José Juber, sobre o objetivo do evento. “As palestras foram ministradas por professores, mestres e doutores que trouxeram várias perspectivas sobre o Transtorno do Espectro Autista para que esses profissionais estejam preparados para atender e educar de forma especializada e atualizada”.

O evento teve palestras sobre temas chave no estudo do TEA, como critérios de diagnóstico, a importância da avaliação neuropsicológica no processo de diagnóstico, o uso do sistema de comunicação por troca de figuras (PECS) como comunicação alternativa no TEA, a integração sensorial, o uso do ensino estruturado na alfabetização de crianças diagnosticadas, direitos das crianças com transtorno do espectro autista, fonoaudiologia na seletividade alimentar e nutrição na seletividade alimentar.

“Diante da atual demanda de pessoas com o diagnóstico de TEA, é essencial que os profissionais que trabalham no contexto escolar ou hospitalar compreendam os diferentes aspectos clínicos como um espectro de condições, de modo que as características pessoais e culturais de cada indivíduo sejam consideradas para a análise do seu desenvolvimento e evolução”, conclui Juber.

A importância da realização de eventos de conscientização como este marca o comprometimento da Uninter em integrar e conectar os alunos através da educação, entendendo suas necessidades para construir um ensino de qualidade acessível a todos.

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Autor: Caio Brenner - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Arquivo PAP Avaré


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