Professor precisa entender a tecnologia aplicada a alunos especiais

 

Talita Santos – Estagiária de Jornalismo

O Brasil tinha 33.377 estudantes com deficiência matriculados em cursos superiores em 2014, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação. Houve um aumento de 518% em comparação com 2004.

Os números parecem bem expressivos, mas se comparado com os alunos matriculados em 2014, o porcentual ainda é baixo. Apenas 0,42% das pessoas com deficiência ingressam no ensino superior. Entre vários motivos, o principal é a falta de professores qualificados para a formação profissional dos alunos especiais.

“O docente tem de buscar capacitação. Ele tem de ter sensibilidade, estar motivado, pesquisar, ler e entender que cada aluno é diferente. Aprender a usar aquela estrutura certa e interessante naquela posição”, diz a professora e coordenadora do Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (SIANEE) da Uninter, Leomar Marchesini Zuravski.

Leomar palestrou durante o evento “Portfólio na prática: Tecnologia a serviço da inclusão”, atividade realizada no último dia 28 no campus Garcez da Uninter, em Curitiba. A palestra foi direcionada para as licenciaturas dos cursos de Pedagogia, História, Letras, Geografia e Matemática da instituição.

A coordenadora explicou os conceitos da tecnologia assistiva. Apesar do nome, ela vai além dos meios digitais e softwares. Consiste em identificar maneiras de promover a autonomia da pessoa com deficiência. Segundo Leomar, atualmente há tecnologias muito boas, mas ainda caras e praticamente inacessíveis à maioria das pessoas. Por isso, é interessante que o professor busque se qualificar para saber como auxiliar o aluno com necessidades educacionais especiais.

“A maior importância foi participar da capacitação desses futuros docentes para trabalho em salas regulares e para alunos com deficiência. Sabendo da necessidade de promover a acessibilidade a todos os alunos, principalmente usando a tecnologia assistiva”, explica Leomar.

Edição: Mauri König

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