Pokémon Go causa polêmica no Brasil

Alice Gonçalves – Estagiária de Jornalismo

O Pokémon Go está entre os assuntos mais falados. Disponível há menos de quinze dias no Brasil, o aplicativo já foi baixado por mais de 100 milhões de pessoas em diversos países e está gerando o lucro de aproximadamente 10 milhões de dólares por dia, segundo o site oficial.

Apesar do sucesso, o aplicativo tem dividido opiniões. Para alguns, a prática pode ser motivo de demissão por justa causa, prevista no artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O uso deste jogo em horário de expediente pode se enquadrar em falta de atenção no desempenho das respectivas funções, violação de segredo da empresa e ato de indisciplina e insubordinação.

Outros, porém, como o psicólogo Rodrigo Puppi alertam para a importância de utilizar o aplicativo com equilíbrio, mas acreditam que ele pode trazer benefícios para a rotina. Puppi explica que não há um modelo a ser seguido para o uso adequado da tecnologia e que existem pontos positivos para o convívio social, porém “é indispensável que o uso não restrinja a pessoa de realizar outras atividades cotidianas”. O psicólogo considera que o game pode proporcionar muitos benefícios, como planejamento, paciência, autocontrole, socialização e aumento das atividades físicas.

Lucas Martins, professor de Educação Física, compartilha da mesma opinião e acrescenta que a atividade física gerada pela caça aos pokémons, seja caminhando, andando de bicicleta ou correndo, por exemplo, é benéfica. “Segundo a Organização Mundial da Saúde as pessoas devem fazer de 150 a 200 min de atividade por semana. Neste caso, mesmo que o objetivo não seja a atividade física, estar em movimento já é auxiliar para a saúde, principalmente para os jogadores mais sedentários”, explica.

Luiz Rocha, estudante de Jornalismo da UNINTER e fã de Pokémon destaca que o jogo superou suas expectativas. Mais do que um aplicativo comum ele classifica o game como um meio cultural. Segundo ele o fato de ter que andar para capturar os Pokémons tem um lado muito positivo. “O jogo nos faz prestar atenção em detalhes, como esculturas e pinturas, por exemplo, que acabaríamos não vendo se não fosse com esse objetivo. Os encontros também acontecem em pontos turísticos, o que faz muitos conhecerem melhor cidade”, diz.

A proposta do Pokémon Go

O game de realidade aumentada, criado pela Pokémon Company em parceria com a Nintendo e Niantic, utiliza a tecnologia para unir a fantasia digital à realidade. O aplicativo (app) utiliza a função GPS dos smartphones para indicar onde estarão os próximos personagens a serem capturados – para isso os jogadores precisam andar até os locais indicados pelo celular.

O jogo está em primeiro lugar entre os apps mais baixados na Play Store, seguido pelo WhasApp, Messenger e Facebook.

Edição: Marjorie Gomes

 

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