O que é o fascismo do qual tanto se fala nos dias atuais?

Autor: Igor Ceccatto - Estagiário de Jornalismo

O fascismo ganhou projeção a partir de 1922 na Itália, pelas mãos de Benito Mussolini, líder do Movimento Nacional Fascista. O regime preconiza a dura repressão a qualquer oposição política, tendo como princípios os conceitos de raça e nacionalismo extremados, sempre com a figura de um ditador no poder.

Para falar sobre o tema, o curso de Ciência Política da Uninter realizou a live Fascismo como conceito e Fascismo como categoria, com a presença do seu coordenador, Lucas Massimo, e da professora da Escola de Gestão Pública, Política e Segurança, Karolina Mattos Roeder, que mediou o bate-papo e os comentários dos espectadores.

Lucas iniciou a discussão relembrando como a palavra “fascismo” tem sido muito utilizada no Brasil e no mundo e que, para analisá-la, a Ciência Política divide o estudo em dois aspectos distintos, a teoria e a história, buscando uma definição concreta. “Um problema recorrente ao se falar do fascismo hoje é levar em conta sua história na Itália, que ocorreu anos atrás, para analisar o contexto atual”, explica.

Para pensar sobre isso, segundo ele, basta lembrar como os próprios fatos históricos podem ser objeto de divergências: para alguns historiadores, o fascismo nasce em 1922 na Marcha Sobre Roma (grande manifestação fascista, que tinha o intuito de tornar Mussolini o primeiro-ministro de Roma), enquanto para outros teve início em 1943, com a República Nacional Italiana.

Seguindo no bate-papo, Lucas explicou alguns conceitos importantes para a reflexão teórica no campo da ciência política, como “tipos puros” e “ideais”. A professora Karolina complementou a fala, relembrando que esses modelos são importantes para o cientista político na produção de análises mais assertivas.

Aproximando-se do final da transmissão, Lucas também abordou a diferença entre o autoritarismo e o totalitarismo como sistemas políticos, dois termos que são importantes para entender o fascismo. O primeiro remete a sistemas com partidos fracos e heterogêneos, o segundo representa a situação em que um único partido centraliza todas as decisões e age guiado por pensamentos de utopia (ideais para o futuro).

Para acessar o conteúdo completo da transmissão, clique aqui.

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Autor: Igor Ceccatto - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Muzej Revolucije Narodnosti Jugoslavije/Wikimedia Commons e reprodução Facebook


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