O brilho brasileiro nos Jogos Panamericanos

Autor: *Fernanda Letícia de Souza

Rebeca Andrade e Flávia Saraiva foram destaques da ginástica nos Jogos Panamericanos

A 19ª edição dos Jogos Panamericanos acontece em Santiago no Chile e promete ser a maior da história, reunindo cerca de sete mil atletas dos países das Américas do Norte, Central e do Sul. Os jogos ocorrem desde 1951, de forma ininterrupta, de quatro em quatro anos, e o Brasil é uma potência nesta competição, participando de todas as edições realizadas.

Somando todas as participações em Panamericanos, o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking geral, atrás dos Estados Unidos, Cuba e Canadá. No histórico brasileiro nos jogos são 1376 medalhas conquistadas, sendo 384 de ouro, 402 de prata e 590 de bronze. A evolução brasileira, ao longo das 18 edições, foi constante e progressiva, culminando com a conquista do 2º lugar geral no quadro de medalhas da última edição, realizada em Lima, Peru, no ano de 2019, atrás apenas do gigante Estados Unidos.

Se para os Estados Unidos, que lidera o quadro geral de medalhas e venceu 16 das 18 edições realizadas até agora, a competição não tem tanto destaque no calendário esportivo – os americanos não disputam os Jogos Panamericanos com seus atletas principais, na maioria das modalidades –, para o Brasil a competição representa uma etapa essencial no planejamento de quase todos os esportes do cenário brasileiro.

Das 58 modalidades em disputa nos Jogos Panamericanos de 2023, 47 integram o programa olímpico e, destas, 21 darão vagas diretas para Paris 2024 e outras 12 servirão como índice e pontuação no ranking. Por isso, o Brasil chegou à Santiago com uma delegação recorde de 623 pessoas, entre atletas e comissões técnicas, que brigam por medalhas em 54 modalidades, ou seja, praticamente todas do programa dos jogos.

A competição é a mais importante do ano para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Quando os atletas brasileiros entrarem em campo, em quadra, nos ginásios, nas pistas e nas piscinas, anos e anos de um planejamento minucioso serão postos à prova. Por isso, o Brasil não poupou atletas e levou para a capital chilena suas maiores estrelas, dentre elas, Rayssa Leal no skate, Rebeca Andrade na ginástica artística, Hugo Calderano no tênis de mesa, Ana Marcela Cunha nas águas abertas e Isaquias Queiroz na canoagem velocidade.

A expectativa é de uma chuva de medalhas para o Brasil, superando o recorde obtido na última edição de Lima, no Peru, quando o país conquistou 54 medalhas de ouro e um total de 169 pódios. O COB tem dois principais objetivos na competição: conquistar vagas olímpicas para Paris 2024 e manter o Brasil entre as três principais potências do continente, no quadro de medalhas.

Todas as cinco regiões do Brasil estarão representadas nos Jogos Panamericanos 2023. A região sudeste é a recordista, com 351 atletas. Na sequência está o Sul com 87, Nordeste com 47, Centro-Oeste com 26 e, por fim, o Norte com 7 atletas. Estaremos na torcida para que o brilho dos ouros conquistados se espalhe do Oiapoque ao Chuí e contagie os brasileiros rumo à Paris 2024.

*Fernanda Letícia de Souza é Especialista em Fisiologia do Exercício e Prescrição do Exercício Físico e professora da Área de Linguagens Cultural e Corporal do Centro Universitário Internacional UNINTER 

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Autor: *Fernanda Letícia de Souza
Créditos do Fotógrafo: Ricardo Bufolin/CBG


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