Uma sinfonia para três décadas de história

Autor: Yasmin Guedes – Assistente de Comunicação

Um concerto especial da Orquestra Uninter marcou as celebrações dos 30 anos do Grupo Uninter no Memorial de Curitiba, que amanheceu em festa no domingo, 7 de junho. Gratuita e aberta à comunidade, a apresentação foi conduzida pela maestrina Valentina Daldegan. Sob sua regência, os 45 músicos levaram o público a uma viagem que passeou por clássicos brasileiros, internacionais e trilhas sonoras do cinema. Com sucessos como Corta Jaca, Morena Tropicana, Take on Me, YMCA, Mamma Mia e O Que É, o Que É?, a música foi a linguagem escolhida para homenagear a história de uma instituição que transformou a educação no país.

A apresentação foi pensada como uma grande festa. “Preparamos músicas de festas. Me perguntaram qual é o tema e eu falei: ‘O tema é uma festa. Nós precisamos festejar esses 30 anos’.”, resumiu a maestrina. Colaboradores, professores, alunos, ex-alunos e curitibanos em geral lotaram o espaço para celebrar três décadas de uma trajetória que começou em 1996, quando o então jovem físico Wilson Picler dava os primeiros passos rumo ao que viria a ser um dos maiores centros universitários do Brasil.

Em 1996, ele fundou o Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão (IBPEX), com o propósito de levar educação de qualidade através de cursos de especialização. O projeto ganhou corpo no ano 2000 com a criação da Faculdade Internacional de Curitiba (Facinter), que passou a ofertar os primeiros cursos de graduação presenciais. Seguida pela Faculdade de Tecnologia de Curitiba (Fatec) em 2002, focada em cursos tecnológicos. Já em 2003, a inovação ditou o ritmo com o lançamento das primeiras turmas de educação a distância (EAD), quebrando as barreiras das salas de aula tradicionais.

 

Em 2012, veio a consolidação: a fusão entre a Facinter e a Fatec deu origem ao Centro Universitário Internacional (Uninter), ampliando o acesso ao ensino superior. De lá para cá, a instituição rompeu fronteiras: hoje espalha-se pelo país e pelo mundo com mais de 800 polos nacionais e internacionais, somando cerca de 600 mil alunos, sempre guiados pela certeza de que a educação é a maior ferramenta de transformação social.

O fundador e presidente da Uninter, Wilson Picler, presente no evento, fez questão de afirmar que a maior conquista da instituição não está nos números, mas no afeto conquistado ao longo do caminho. “Não tenha dúvida, a maior conquista é ter alcançado o carinho da sociedade brasileira, em especial a sociedade curitibana”, declarou. Ele lembrou o crescimento não apenas em tamanho, mas também em verticalização e no atendimento às necessidades da sociedade”. A Uninter se tornou uma instituição democrática, de qualidade da formação superior, por um preço justo.”

Ao lado dele, Gabriel Picler, diretor administrativo e pai de Wilson, trouxe à tona a memória afetiva dos primeiros dias. Ele recordou que, naquela época, iniciou a primeira turma ao lado do filho. “Veja só, eu quero parabenizar todo esse pessoal da Uninter que ainda estão lutando e trabalhando com a gente”, disse ele, com a voz carregada de emoção. “Cada vez a gente cresce mais. Eu adoro ver o crescimento. Tenho um pedaço da minha vida aqui dentro desse grupo.”

A Orquestra Uninter, que completou quatro anos de existência, é um dos reflexos mais vivos do compromisso da instituição com a cultura e a inserção da comunidade. Formada por colaboradores, professores, alunos e por músicos da comunidade, ela é a prova de que a música pode ser um ponto de encontro entre diferentes mundos.

Músicos de igreja, de rock e de orquestras eruditas dividem o mesmo palco. “Temos as portas abertas para a comunidade. A gente tem músicos de diversos lugares que vêm se juntar com a gente”, explicou a maestrina.   “Essa que é a nossa missão na Orquestra Uninter: a gente abraçar a comunidade e devolver essa música maravilhosa para vocês”, afirmou Valentina. “Não é fácil. Estamos desde o início do ano preparando esse concerto.”

Para Nelson Castanheira, pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, a apresentação foi mais do que um espetáculo. Foi um gesto de generosidade. “Música é sempre um colírio. Música é sempre muito bom”, disse ele, ressaltando o orgulho de ver o nome da instituição sendo levado a tantos lugares.

 

O concerto no Memorial de Curitiba, não foi apenas uma homenagem. Foi a reafirmação de um projeto que, há 30 anos, acredita que a educação transforma e que a música aproxima. No auge da celebração, a Orquestra Uninter entoou o tradicional “Parabéns para Você”. Não apenas uma música, foi o reconhecimento de que, sem a Uninter, não haveria orquestra. E sem a orquestra, a festa de 30 anos não teria a mesma melodia.

A instituição que nasceu em 1996, que cresceu, verticalizou-se e democratizou o acesso ao ensino superior, viu na música o reflexo mais bonito de sua trajetória: a capacidade de transformar vidas. E, naquele domingo, todos os presentes celebraram, não apenas três décadas de história, mas o começo de uma nova sinfonia.

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Autor: Yasmin Guedes – Assistente de Comunicação
Edição: Larissa Drabeski
Créditos do Fotógrafo: Maria Vitoria Alves e Barbara Ferreira Carvalho


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