Extensão, a ponte que une a academia à sociedade

Autor: Juce Lopes - Estagiária de Jornalismo

Você já parou para pensar na quantidade de conhecimento que se produz no âmbito do ensino superior? Hoje, espalhadas pelo Brasil, existem cerca de 2,5 mil universidades, mais de 34 mil cursos de graduação, sem falar nos cursos de pós-graduação. Seria um desperdício se todo esse conhecimento ficasse insulado nas academias.

As universidades também têm responsabilidade social e, para construir pontes com a sociedade, existem os programas de extensão universitária. Essas “pontes” não apenas ligam duas margens antes isoladas, elas proporcionam trocas. Assim, além de levar conhecimento para o público externo, a universidade também pode receber demandas do dia a dia das comunidades e assim desenvolver novos conhecimentos que contribuam para a vida das pessoas.

Para gerir sua crescente oferta de cursos de extensão, a Uninter criou, em 2012, a Coordenação de Extensão e Assuntos Comunitários, na qual vários projetos são desenvolvidos para aproximar a sociedade do centro universitário.

A interação com o público externo é feita através de projetos culturais e sociais, desenvolvidos por alunos e docentes da instituição. São diversos cursos, palestras, peças de teatro, programas de rádio web, entre outros.

Todos são voltados para os alunos e para a comunidade, e são implementados tanto nos campi presenciais quanto nos polos de educação a distância (EAD). Essa interação produz novos conhecimentos e proporciona transformações na realidade social dos envolvidos.

Para o Grupo Uninter, os cursos de extensão são “um processo educacional, cultural e científico, que visa a construção de uma relação transformadora entre a instituição e a sociedade”. Só no seu primeiro ano, a Coordenação de Extensão e Assuntos Comunitários realizou 215 ações, atingindo 63.723 pessoas.

Sempre buscando uma maior participação da comunidade interna e externa, a coordenação, liderada pelo professor Celso Giancarlo Duarte de Mazo, aprimora a cada ano seus resultados, através do planejamento focado nas seis categorias determinadas pelo Ministério da Educação: inclusão social; desenvolvimento socioeconômico e educacional; defesa do meio ambiente; memória cultural; produção artística e patrimônio cultural.

“A grande importância da extensão universitária é expandir o conhecimento. Não deixar o que é produzido dentro da instituição isolado na sala de aula, apenas entre alunos e professores, porque o conhecimento acaba se perdendo. Além de ser uma maneira da comunidade externa saber o que estamos fazendo dentro da Uninter”, afirma Celso.

De 2012 a 2017, o número de ações realizadas foi de 1.396, atingindo um total de 316.350 pessoas. Atualmente existem 12 projetos em andamento, sendo 9 dos cursos de comunicação e 3 do curso de Serviço Social – fora os diversos cursos e palestras que são ofertados ao longo do ano em diversas áreas.

Além de aplicar na prática os ensinamentos adquiridos na universidade, os alunos que trabalham nos projetos são beneficiados com bolsas de estudo. Esse ano, um total de 32 estudantes receberam bolsas de 50%.

Sobre os projetos de extensão

Desde a inauguração da Coordenação de Extensão e Assuntos Comunitários, muitos foram os projetos e cursos ofertados. Dentre eles, podemos destacar: curso de teatro para iniciantes, com encenações das peças “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare, e a representação do monólogo “Júlia na Janela”, promovidos pelos cursos de Direito e de Pedagogia; participação na feira municipal de Curitiba em celebração ao Dia Internacional da Mulher, com uma equipe oferecendo atendimento jurídico.

Projeto Rondon

Dentre todas as atividades de extensão, o Projeto Rondon merece destaque. Desenvolvido pelo Ministério da Defesa (MD), desde 2014 conta com a participação da Uninter, que desenvolve várias ações em pequenos municípios com o objetivo de promover o desenvolvimento local.

O Projeto Rondon é procurado tanto pelas instituições de ensino superior quanto pelos alunos que enxergam nele a oportunidade de conhecer as realidades mais duras do interior do Brasil, e contribuir de alguma forma para seu desenvolvimento social. Através desse projeto, conhecimento, entretenimento, saúde, cultura e educação são levados para esses municípios, que têm os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

Para se ter uma ideia de sua dimensão, em 2016 o projeto promoveu a operação Itapemirim, envolvendo estudantes de diversas áreas da modalidade presencial e EAD, militares do MD e toda a comunidade do município de Itapemirim (ES). Ao todo, 19 universitários e dois professores da Universidade Estadual de Minas Gerais e da Uninter realizaram oficinas nas áreas de cultura, direitos humanos e justiça, educação, saúde, comunicação, meio ambiente, trabalho, tecnologia e produção agrícola, que atingiram um total de 1.171 pessoas.

Algumas das oficinas oferecidas foram: “Implantação de feiras e produtos locais”, “Incentivar a construção de hortas e viveiros”, “Feira popular sobre os direitos da mulher” e “Preparação de jovens para o primeiro emprego”.

Nosso Rock

Na área de produção cultural, um exemplo de projeto de extensão é o programa de rádio web Nosso Rock. Lançado em 2014, o projeto é voltado para o resgate cultural da cena musical curitibana. Participam alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, sob orientação do professor Otacílio Vaz. Os alunos se envolvem em todo o processo de produção de um programa de rádio, além de entrevistarem bandas locais e personagens importantes do rock curitibano.

Bárbara Ferreira Carvalho, egressa do curso de Jornalismo, participou do Nosso Rock de 2017 até este ano, quando se formou. Para ela, a extensão universitária é muito importante para o aluno, pois faz com que ele saia do curso com experiência para o mercado de trabalho. Bárbara agora é colaboradora do Uninter Notícias e atuará diretamente na rádio web da Uninter que está prestes a entrar no ar.

Participar do projeto de extensão foi a ponte que proporcionou a Bárbara o desenvolvimento de habilidades práticas e direcionou sua carreira profissional. “O Nosso Rock me mostrou o quanto eu gosto de rádio, abriu meu olhar quanto à profissão. Quero muito trabalhar em rádio, pois ele alia as duas coisas que eu mais gosto, música e comunicação”, afirma.

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Autor: Juce Lopes - Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Juce Lopes - Estagiária de Jornalismo


1 thought on “Extensão, a ponte que une a academia à sociedade

  1. É maravilhoso saber da dimensão dos trabalhos que a instituição vem desenvolvendo me sinto orgulhosa em saber que essas ações vem incentivando a cada dia mais pessoas abuscarem conhecimentos, aqui na Amazonia graças ao polo da uninter. varias pessoas vão realizar seus sonhos de concluir uma graduação .Parabens .

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