Expedição busca preservar fauna e flora de Jauru, uma das joias do Pantanal

 

Camila Toledo – Estagiária de Jornalismo

Clima tropical, variedade de fauna e flora. É desse jeito que o Brasil é lembrado. Um país rico em recursos naturais. Uma significativa mostra dessa riqueza natural está no município de Jauru, no Pantanal mato-grossense. Jauru tem 9 mil habitantes, fica a 400 km da capital do Mato Grosso, Cuiabá, e precisa de cuidados ambientais.

O diretor da Escola Superior de Saúde, Biociência, Meio Ambiente e Humanidades da Uninter, Rodrigo Berté, realizou neste mês segunda Expedição Socioambiental no Jauru. Há 25 anos ele fez a primeira visita ao município, onde produziu um inventário de fauna e da flora. Ele diz que o grande sentido dessas pesquisas é ajudar a região do Pantanal a buscar mais proteção, identificando a riqueza da fauna, da flora e da cultura local.

Pegadas de onça e siriema, bandos de arara canindé, tatu, tuiuiú, garças e antas são alguns dos animais que Berté encontrou pelo caminho. O Rio Jauru, origem do nome do município, também é objeto de pesquisa. Segundo Berté, o grande empreendedorismo consiste em conhecer a população e saber como é para eles a melhor forma de viver, pois dependendo da maneira de inserção no ecossistema pode acabar prejudicando os moradores e os animais da região.

O diretor também registrou imagens de satélite. Um dos instrumentos levados foi o GPS, para fazer um mapa temático ambiental e encaminhar para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Além disso, Berté apresentará um artigo sobre os resultados da Expedição Jauru à revista do INPE.

A preocupação de Berté agora é com as usinas hidrelétricas. O município de Jauru possui bastante hidrelétricas e no início desse ano o Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso irregularidades em cinco delas, que estão prejudicando o meio ambiente. “Nós estamos acompanhando a comunidade de Jauru no sentido de pesquisa e trabalho. A Uninter está cada vez mais preocupada com ações sociais e socioambientais”, comenta o diretor.

Berté voltará em setembro a Jauru para realizar a terceira expedição, onde vai realizar uma pesquisa em toda a extensão do Rio Jauru. Começada há anos, o projeto não tem previsão de término. Ele comenta que a importância desse trabalho está sobretudo para a comunidade do município, pois além de ajudar na preservação, os conhecimentos sobre as riquezas da região serão lembrados e mostrados aos moradores. “Muitas vezes a comunidade está inserida naquele local, mas não tem tanto conhecimento sobre as grandezas da fauna, da flora e da cultura”, diz Berté.

Edição: Mauri König

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