Estudantes podem participar de prêmios internacionais de design

Autor: Poliana Almeida – Estagiária de Jornalismo

Você pode não perceber, mas o design está em tudo: nas roupas que vestimos, nos veículos em que nos locomovemos, nas ruas das cidades, nas páginas da internet. Dentro desse vasto campo de atuação existem várias áreas: design gráfico, design editorial, design de interiores, design de moda etc. O design conjuga o que existe de mais avançado nos mundos da arte e da tecnologia, causando um impacto direto em nossas vidas.

São muitas as instituições ao redor do mundo que organizam premiações para destacar ideias inovadoras na área de design. A designer e diretora técnica do Centro Brasil Design (CBD), Ana Brum, entende que o grande número de premiações pode gerar dúvidas nos estudantes. “Falar sobre premiações no design pode gerar questionamentos. Será que eu devo? Será que eu mereço ganhar um prêmio fora do Brasil? Eu digo que é possível, sim! Basta uma primeira intenção”, afirma.

A diretora do CBD acredita que as boas práticas da área precisam se tornar conhecidas, por isso o criador tem a obrigação de espalhar a novidade pelo mundo. Uma das alternativas para isso acontecer é através da participação em grandes premiações. “A maioria dos prêmios em design não tem custo. Um baita acesso para os estudantes”, garante Ana. A diretora elenca ainda mais alguns pontos sobre as vantagens dos estudantes em participar desses eventos:

  • Fomenta a capacitação profissional
  • Eleva o aprendizado
  • Garante experiências
  • Maximiza a visibilidade do trabalho
  • Incrementa o portfólio
  • Estimula o trabalho em equipe
  • Gera tendências
  • Aprende sobre cumprir prazos e regras

Ana cita a carreira de Sérgio J. Matos como um dos exemplos do efeito positivo das premiações. O designer é mundialmente conhecido por trabalhar a cultura brasileira na criação de móveis. Devido a seu trabalho único, Sérgio é detentor de 10 premiações importantes em âmbito nacional e internacional.

Se não fosse o Prêmio Sebrae Minas de Design, talvez seu talento não tivesse sido descoberto. “Foi esse prêmio que abriu as portas para a primeira empresa, que produziu meu banquinho chamado Ianomâmi, peça vencedora da premiação”, destaca Sérgio, lembrando que, na sequência, participou do Salão Satélite de Design, na Itália.

O designer recorda que sempre foi incentivado a participar de concursos dentro da Universidade Federal de Campina Grande (PB), onde se formou em design industrial em 2005. E deixa uma sugestão aos estudantes que querem começar a participar: “Muitos estudantes têm receio de mostrar os projetos por medo de cópia. Se o produto for bom, a cópia, infelizmente, vai acontecer. Mas deixar engavetado, eu acho que não é uma opção”.

Por fim, ele acredita que fomentar essa vontade nos estudantes seja fundamental e necessário, pois “a participação de estudantes dá visibilidade para o trabalho do aluno, dá visibilidade para a universidade também”.

Premiações abertas

“Temos algumas oportunidades que estão batendo à nossa porta”, alerta Ana. Uma delas é o 34º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira (MCB). A inscrição vai até o dia 04 de agosto e a diretora do CBD complementa que é “uma ótima experiência nacional, porque é importante conhecer o que acontece no nosso país”.

Há também o iF Design Talent Award, que acontece duas vezes ao ano, cuja sede é na Alemanha. “Os prêmios internacionais têm categorias mais abrangentes. As premiações em design oferecem dinheiro como prêmio, diferente dos prêmios de profissionais da área”, esclarece. As inscrições vão até 14 de julho.

Do outro lado do mundo, temos o Shenzhen Global Design Award. Sediado na China, a inscrição para o prêmio pode ser feita até o próximo dia 30. “Um diferencial para carreia, para vida mesmo. E desperta sempre a busca por participar por mais”, conta Ana.

Outro importante prêmio na Ásia é o Taiwan Internacional Student Design Competition, uma das premiações apoiadas pelo CBD. “Este é o maior prêmio de estudante do mundo. As premiações em dinheiro, em várias categorias, chegam a quase 150 mil dólares. E o melhor: a taxa de inscrição e exposição é gratuita”, complementa a diretora.

Ana Brum é direta quando diz que o mundo quer conhecer o olhar e o design brasileiro. E isso pode acontecer através dos designers. Mas não só. “O design está cada vez mais globalizado. Quanto mais multidisciplinar, mais é bem visto lá fora. Não precisa ser só designers. Pode participar sendo acadêmico de outros cursos também. Os prêmios lá fora são mais abrangentes. Não é uma restrição. O que alguns prêmios pedem é a declaração de estudante e até quem se formou depois de um ano pode entrar também”, complementa.

Brasil está presente

De acordo com o Diagnóstico do Design Brasileiro, feito pelo próprio CBD, são aproximadamente 13 mil designers formados por ano. Na China, são 1 milhão de designers por ano. Mas essa diferença não nos desanima.

Ana Brum mostra que a taxa de conversão do Brasil, ou seja, os projetos inscritos que chegam a ser vencedores, é de 35%. Enquanto que do país asiático a soma é de apenas 12%.

“Em termos de volume, a gente vai ter muito mais inscrições vindas do Brasil. A gente bateu recorde no último concurso internacional, com o Brasil sendo o país que mais inscreveu depois da Coreia”, finaliza a designer.

Ana Brum apresentou esses dados durante a live transmitida pelo canais da Uninter no YouTube e no Facebook, no dia 20.maio.2021 às 19h. O evento da Escola Superior de Gestão, Comunicação e Negócios (ESGCN), contou com a mediação do coordenador dos cursos de design da Uninter, professor Jaime Ramos.

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Autor: Poliana Almeida – Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Pixabay


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