Especialista alerta para aumento de crimes nas redes sociais

Autor: Leonardo Tulio Rodrigues - estagiário de jornalismo

Ferramenta indispensável para a vida contemporânea, a internet proporcionou que velhos crimes encontrassem novos meios de proliferação.

Entre 2018 e 2021, o crescimento de estelionatos por meio eletrônico chega a quase 500%, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Toda a estrutura que possibilita ao usuário divulgar conteúdos e informações nas redes também colabora para que crimes em diversos âmbitos sejam praticados diariamente.

A especialista em criminologia e direito penal econômico Bruna Gavrois Merlo explica que ao mesmo passo que isso nos traz benefícios e facilidades, também acarreta diversas consequências jurídicas.

“O autor de atos ilícitos na internet acredita estar revestido de um certo anonimato. É por isso há o aumento de crimes de ódio nas redes”, afirma.

Entre os crimes com mais incidência, estão o furto e compartilhamento de dados, crimes contra a honra (injúria) e estelionato virtual, com a utilização de dados bancários das próprias vítimas.

Um exemplo recente foram os ataques cibernéticos que causaram um prejuízo de R$ 16 milhões às prefeituras de São Paulo e Minas Gerais no início de outubro. Segundo a Polícia Civil do Estado de São Paulo, os suspeitos usavam falsos sites para obter senhas e as acessar redes das vítimas

Quando falamos em crimes virtuais, também é precisa debater a questão da desinformação. A pesquisa desenvolvida pela consultoria Oliver Wyman aponta que mais de 60% das pessoas estão preocupadas com a possibilidade de cair em fake news.

O estudo realizado com 125 mil entrevistados em 10 países também destaca que mais de 80% acreditam que a desinformação é um problema atualmente.

“As fake news geram uma forte resposta emotiva no receptor, com o objetivo de levar ele a uma mobilização baseada na raiva ou na indignação”, explica Bruna.

Segundo ela, os conteúdos são veiculados para determinados grupos de maneira automatizada. Entretanto, só funciona no mundo online. “Quando voltamos para o mundo fisico, as fake news caem por terra”, afirma.

Durante a última década, muitos foram os avanços jurídicos quanto à proteção e segurança no ambiente online. O Marco Civil da Internet (2014) busca regular os direitos e deveres dos usuários da rede

Já a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (2018) é responsável por regular as atividades de coleta e tratamento de dados pessoais e proteger a captação, armazenamento e compartilhamento de dados pessoais coletados por sites e empresas.

A legislação mais atual sobre crimes cibernéticos é a Lei 14155, aprovada em 2021. Segundo o Senado Federal, a lei busca agravar penas para crimes de invasão de dispositivo, furto qualificado e estelionato ocorridos em meio digital, conectado ou não à internet.

“Fiquem atentos não só em se prevenir, mas também em não praticar qualquer tipo de delito na internet”, ressalta Bruna.

A prevenção a crimes cibernéticos foi tema do programa Café e Conhecimento exibido pela Rádio Uninter em 19 de outubro.

Apresentado pela professora da Uninter, Daniele Polati Farinhas, o programa recebeu a especialista Bruna Gavrois Merlo para debater o cenário de crimes virtuais atualmente.

Assista ao programa Café e Conhecimento pelo canal de Youtube da Rádio Uninter.

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Autor: Leonardo Tulio Rodrigues - estagiário de jornalismo
Edição: Larissa Drabeski
Créditos do Fotógrafo: Pixabay e reprodução do Youtube


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