Encontro de pesquisadores destaca construção coletiva na produção científica

Autor: Madson Lopes - assistente de comunicação

Programa de Pós-Graduação em Educação e Novas Tecnologias (PPGENT) promoveu uma semana imersiva aos estudantes de mestrado e doutorado da Uninter de todo o país. Realizado em Curitiba (PR), entre os dias 8 e 12 de junho, o evento teve como objetivo aproximar os grupos de pesquisa para troca de experiências e relançamento dos livros publicados nos últimos anos. 

Ao todo, participaram 38 alunos. Desses, 26 compareceram presencialmente às atividades realizadas nos campi Batel e Divina Providência; os demais assistiram de forma online. Em atividade desde 2014, o PPGENT possui quatro grupos, compostos por 11 projetos que pesquisam temas como redes sociais, inteligência artificial, práticas pedagógicas, educomunicação, ciência e tecnologia, entre outros. 

Ao longo da semana, os grupos participaram de aulas, oficinas e palestras, e puderam acompanhar o relançamento de nove livros publicados entre 2017 e 2025. Os participantes levaram para casa um exemplar de cada obra, o que, para a professora Joana Paulin Romanowski, é uma oportunidade de conhecer a história da qual cada um faz parte. 

“Isso vai dar também um aspecto de historicidade, no sentido da compreensão da totalidade, para que o conhecimento deles se amplie. É um processo enriquecedor para anais e para a pesquisa, e dessa leitura que já existe vai surgir um novo”, destacou Joana, que coordena o projeto de pesquisa Reconfiguração da Prática Pedagógica. 

Os livros fazem parte de um trabalho em conjunto com professores e alunos que estão finalizando o programa ou que são egressos. Mais de 300 exemplares já foram distribuídos ao longo desses anos, e a coleção completa está hospedada no site do PPGENT, com a versão em PDF disponível para download gratuito. 

Desde 2020, o programa conta com aulas remotas síncronas. Com isso, cresceu o número de pesquisadores de diversos estados. Lygia de Lima Souza Amirati é uma delas. De Manaus (AM), ela pesquisa o uso de inteligência artificial na educação e disse que a semana imersiva serviu para elucidar questões de sua própria área. “Conhecer o trabalho dos outros grupos, ver como eles se interrelacionam e se correlacionam foi fantástico”, comentou a doutoranda vinculada ao grupo Novas Tecnologias de Ensino e Aprendizagem. 

Ferramenta do pesquisador 

Imprescindível aos pesquisadores, uma das atividades da semana foi dedicada à ferramenta IRaMuTeQ. O software gratuito e de código aberto é voltado para a análise estatística de dados textuais, e funciona como uma ferramenta de apoio para pesquisas qualitativas e quantitativas. 

O doutorando Wagner Renato Rovani, de Casa Branca (SP), disse que a ferramenta o ajudou a extrair dados com base em textos, e não apenas a partir de números. “O IRaMuTeQ vai me permitir trazer esses dados para eu provar caminhos, dados, resultados, estratégias de outras pesquisas baseadas nessas informações”, ressaltou. 

Para Luciano Frontino de Medeiros, que conduziu a oficina, a ferramenta ajuda a analisar dados com mais profundidade e de forma ágil, além de garantir ao pesquisador uma leitura menos enviesada. “Quando a pessoa olha para os dados, certas coisas vão marcar mais. A ideia da ferramenta é justamente tirar um pouquinho desse viés que pode advir em função de a pessoa estar analisando aqueles dados e ter uma determinada preferência”, destacou o coordenador do Mestrado Profissional em Educação e Novas Tecnologias. 

Como parte da programação, a semana imersiva ainda contou com uma palestra sobre o uso de IA generativa na pesquisa científica, conduzida pela doutora Sônia Cristina Soares. Para quem compareceu presencialmente, houve ainda visita a pontos históricos e culturais de Curitiba, sob condução de professores do programa. 

De acordo com a coordenadora do setor de Pesquisa e Publicações Acadêmicas da Uninter, Desiré Luciane Dominschek, a programação evidenciou a importância da intersecção e da cooperação entre as diferentes áreas de pesquisa. “A gente não nasce pesquisador, a gente tem uma competência técnica que vai ser elaborada quando eu entro no stricto sensu ou quando eu entro na iniciação científica […] eu acho que essa semana deixa essa máxima da construção coletiva do conhecimento na prática.”

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Autor: Madson Lopes - assistente de comunicação
Edição: Larissa Drabeski
Créditos do Fotógrafo: Mavi Alves


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