Congresso conecta estudantes às tendências e à prática profissional
Autor: Ketlyn Laurindo da Silva e Madson Lopes
Das terapias regenerativas aos procedimentos voltados à naturalidade estética, o 4º Congresso de Biomedicina Estética da Uninter reuniu cerca de 320 participantes em uma imersão sobre tendências, mercado de trabalho e atuação profissional na área. O evento aconteceu no dia 23 de maio, no auditório do Campus Divina Providência, em Curitiba (PR), com participação presencial e transmissão on-line pelo AVA Univirtus.
Segundo a coordenadora do curso de Biomedicina da Uninter, professora Suzany Soczek, esta edição registrou recorde de inscrições na modalidade a distância. Ao todo, 191 participantes acompanharam a programação virtualmente e puderam interagir com os palestrantes por meio do envio de perguntas. Para Suzany, o interesse demonstra não apenas a busca por atualização profissional, mas também pela construção de conexões dentro da área.
Organizado pela Escola Superior de Saúde Única (ESSU) da Uninter, o congresso busca aproximar os estudantes da prática profissional e das principais transformações do setor. Durante a abertura, Suzany destacou o dinamismo da Biomedicina Estética. “O que os alunos irão conhecer hoje representa o que há de mais atual dentro da área”, afirmou.
A programação começou com a palestra da Dra. Carla Coli sobre perfiloplastia, seguida de um procedimento realizado ao vivo. A técnica busca harmonizar as estruturas da face e está entre as intervenções mais procuradas atualmente. Durante a apresentação, a especialista destacou a mudança no perfil dos pacientes e a valorização de resultados mais naturais.
Segundo Carla, a procura por procedimentos excessivamente marcados perdeu espaço para intervenções mais sutis. “As pessoas não estão mais interessadas na beleza exagerada […] ninguém mais quer mudar muito, as pessoas só querem envelhecer com qualidade”, salientou.
Outro tema em destaque foram as terapias regenerativas, abordadas na palestra da Dra. Aline Priesnitz. O procedimento conhecido como Plasma Rico em Plaquetas (PRP), utiliza o próprio sangue do paciente para estimular a produção de colágeno, o rejuvenescimento e a cicatrização.
Recentemente autorizado pelos conselhos de biomedicina sob a resolução n°423. O método vem ganhando espaço por oferecer resultados duradouros sem o uso de substâncias sintéticas.
O estudante Matheus Martins, de 22 anos, afirmou que a palestra contribuiu para ampliar sua compreensão sobre o procedimento. Interessado na área estética por enxergar nela uma forma de melhorar a autoestima das pessoas, ele contou que o conteúdo apresentado despertou reflexões pessoais. “Eu pude entender como funciona, como é feito e aplicado. Inclusive já conversei com a minha família sobre o procedimento”, comentou.
Além das atualizações técnicas, o congresso também abriu espaço para reflexões sobre carreira e atuação profissional. As estudantes Ana Ilda e Fernanda Braga participaram do evento em busca de referências para o futuro na Biomedicina Estética.
“Aqui a gente consegue ter uma base mais aprofundada para entender melhor em qual área deseja atuar depois da formação”, disse Ana.
Caloura do curso, Fernanda destacou a importância de participar das atividades acadêmicas desde o início da graduação. “A minha intenção é plantar boas sementes durante todo o período acadêmico e profissional, participando dos eventos e adquirindo conhecimento sobre novas técnicas e avanços”, afirmou.
Encerrando a programação, a Dra. Camila Pereira falou sobre empreendedorismo na Biomedicina Estética, enquanto a Dra. Mirela Alves reforçou a importância da ética e da responsabilidade profissional no atendimento aos pacientes.
“O profissional que apenas executa procedimentos é só mais um profissional. Mas aquele que trabalha com consciência e responsabilidade se torna referência”, concluiu Mirela.
Autor: Ketlyn Laurindo da Silva e Madson LopesCréditos do Fotógrafo: Ketlyn Laurindo da Silva






