Prêmio RSU do IBGPEX reconhece projetos com impacto social

Autor: Yasmin Guedes – Assistente de Comunicação

O Instituto Brasileiro de Graduação, Pós-Graduação e Extensão (IBGPEX) realizou no dia 3 de junho, no Campus Batel, a cerimônia de premiação do Prêmio Responsabilidade Social Universitária (RSU) 2025/2026. O evento reconheceu projetos de extensão desenvolvidos pelas escolas superiores da instituição ao longo de 2025, com foco no impacto social e na integração entre universidade e comunidade.

O primeiro lugar ficou com a Escola Superior de Educação, Humanidades e Línguas (ESEHL), pelo projeto “Rio Urbano”. A iniciativa, coordenada pela professora Franciele Marilies Estevam, obteve pontuação final de 9,3 e envolveu estudantes de todo o país no mapeamento e na vigilância de rios em suas regiões.

“É uma forma da Uninter estar inserida na comunidade, cuidando e tratando do rio da região dos nossos estudantes”, afirmou a professora Júlia Bertoti – do curso de Ciências Biológicas, que representou a escola vencedora durante a entrevista.

O projeto foi avaliado por uma comissão externa composta por especialistas em responsabilidade social, que destacaram sua relevância ambiental e seu potencial de engajamento comunitário.

Cerimônia

A abertura do evento contou com a presença do reitor da Uninter, Benhur Gaio; do pró-reitor de Graduação, Rodrigo Berté, e do pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Nelson Castanheira. A mediação foi conduzida por Rosemary Domingues Suzuki, gerente de Responsabilidade Social do Instituto IBGPEX.

A cerimônia também teve uma apresentação musical da maestrina Valentina Daldegan e de músicos da Orquestra Uninter.

“O prêmio tem o objetivo de reconhecer ações de responsabilidade social realizadas pelas escolas superiores e fazer com que os professores sejam reconhecidos e incentivados a realizar ainda mais ações”, explicou Rosemary. “Isso dialoga com a essência do ensino superior, que é levar conhecimento à comunidade.”

Comissão Avaliativa

O ciclo 2025/2026 do prêmio trouxe uma novidade: a avaliação qualitativa conduzida por uma comissão externa, composta por profissionais com atuação consolidada na área de responsabilidade social. A seleção dos avaliadores considerou critérios como qualificação técnica, experiência comprovada e ausência de conflito de interesses.

A comissão foi formada por Rosane Fontoura, que atuou 14 anos como coordenadora executiva do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial do Sistema FIEP e hoje palestra sobre ESG e ODS; Igor Baggio, vice-presidente do conselho de voluntariado da Ligga Telecom; Adriana Campos, coordenadora executiva do Programa de Voluntariado da Copel; e Eduardo Roosevelt, presidente da ONG Nariz Solidário, que promove arte, cultura e saúde mental por meio da palhaçaria.

“Foi uma honra participar e conhecer o que os alunos e professores da Uninter estão fazendo em prol da comunidade. É muito interessante ver o impacto social na prática”, disse Adriana Campos. Rosane Fontoura complementou: “A academia tem um papel fundamental de aproximar as comunidades e identificar os principais desafios da sociedade.”

Números gerais

Ao todo, as escolas superiores da Uninter realizaram 830 ações de extensão em 2025, impactando 296.478 participantes. A Escola Superior de Saúde Única liderou em volume de ações e participantes, com 380 iniciativas e mais de 211 mil pessoas alcançadas.

Os projetos foram distribuídos em quatro eixos temáticos: 1 – Cultura, 2 – Meio Ambiente, 3 – Inclusão, 4 – Difusão Acadêmica.

Em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), 82,11% das ações estavam vinculadas ao ODS 4 (Educação de Qualidade). A predominância desse indicador orienta o planejamento institucional para 2026, com estratégias voltadas à diversificação temática.

Classificação final

A avaliação ocorreu em duas etapas. Na primeira, quantitativa, foram considerados o volume de ações, a abrangência dos eixos temáticos e o número de participantes. Na segunda, qualitativa, a comissão externa analisou engajamento comunitário, gestão, comunicação e impacto social.

A classificação final ficou assim:

1º lugar: ESEHL, com o projeto “Rio Urbano” – 9,3 pontos. A professora Franciele Marilies Estevam foi a responsável. O projeto alcançou pontuação máxima nos critérios qualitativos.

2º lugar: Escola de Gestão, Comunicação e Negócios (ESGCN), com o “Programa Bom Negócio – Vale do Pinhão” – 8,1 pontos. O responsável foi o professor Elizeu Barroso Alves. O projeto envolve a prefeitura de Curitiba e outras instituições, e já se tornou um diferencial nos reconhecimentos de curso da escola.

3º lugar: Escola de Saúde Única (ESSU), com a “Feira de Profissões” – 7,63 pontos. O professor Cristiano Caveião foi o responsável. O projeto se destacou pelo alcance e número de participantes.

Cada escola premiada recebeu equipamentos: o 1º lugar, um notebook; o 2º, um tablet; e o 3º, um smartphone.

O professor Cláudio Hernandes, da ESSU, destacou a importância do registro das ações. “O que a gente executa está sempre ligado às pessoas, à comunidade, na promoção da saúde, da vida, do bem-estar. Eu recomendo fortemente que participem desse projeto (RSU), que ele cresça e que possamos divulgar sempre aquilo que fazemos.”

O professor Achiles, da ESGCN , lembrou que o projeto “Vale do Pinhão” foi fortalecido com o apoio da diretoria e hoje inspira outras cidades. “Quando apresentamos esse projeto, os avaliadores ficam encantados e levam a ideia para outras regiões”, afirmou.

O Prêmio RSU consolidou, mais uma vez, a extensão como prática institucional estruturada na Uninter. As 830 ações realizadas em 2025 demonstram o engajamento das escolas superiores e o alinhamento às diretrizes do Ministério da Educação para a indústria do conhecimento e o compromisso social.

A cerimônia encerrou com a expectativa de que o próximo ciclo amplie ainda mais o impacto das iniciativas, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa, extensão e comunidade.

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Autor: Yasmin Guedes – Assistente de Comunicação
Edição: Larissa Drabeski


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