Educação Física movimenta o Batel com jogos e brincadeiras
Os conteúdos trabalhados em sala de aula ganharam movimento, interação e novas possibilidades de aprendizagem durante as atividades da disciplina de Atividades Práticas do curso de Bacharelado em Educação Física semipresencial da Uninter. Realizadas no Campus Batel, em Curitiba (PR), as ações reuniram teoria, planejamento e experiências práticas, promovendo a participação ativa e o envolvimento dos estudantes em diferentes propostas voltadas ao universo da recreação, do lazer e dos jogos e brincadeiras.
Sob a orientação da educadora Michele Carvalho, a atividade contou com a participação de 10 estudantes e foi estruturada para aproximar os conhecimentos teóricos da vivência prática. Ao longo do encontro, os participantes percorreram diferentes etapas do processo de aprendizagem, iniciando pela compreensão de conceitos fundamentais relacionados à recreação, ao lazer e às práticas lúdicas, que serviram de base para o desenvolvimento das experiências realizadas durante a disciplina.
Nesse momento, além da exposição dos conteúdos e das discussões, os estudantes participaram de uma atividade de planejamento e produção de cartazes. Na sequência, o aprendizado avançou para as experiências corporais, permitindo que aquilo que havia sido discutido e planejado fosse colocado em prática.
Para a orientadora educacional Michele Carvalho, essa integração foi um dos aspectos que mais contribuíram para a experiência formativa. “Dá para ver nitidamente as fases de uma aula sendo estruturadas para o estudante. No encontro do polo, temos a parte mais teórica, em que ele aprende os conceitos e já inicia um planejamento de aula. Depois, na aula prática, ele vivencia essa aula”, diz.
Da teoria à experiência prática
A proposta permitiu que os estudantes não apenas participassem das atividades, mas também observassem aspectos relacionados à didática, à organização e à condução das práticas. Nesse processo, a progressão das atividades também teve destaque. As práticas partiram de propostas iniciais e avançaram gradativamente em complexidade, possibilitando que os participantes reconhecessem a sequência pedagógica construída ao longo das aulas.
Segundo Michele, um dos pontos positivos foi justamente a possibilidade de colocar em prática conhecimentos trabalhados anteriormente. “O estudante consegue, literalmente, colocar em prática aquilo que acabou de aprender. Isso reforça o conhecimento, porque ele está aprendendo o mesmo conceito, o mesmo tema, a partir de diversas perspectivas: desde a teoria, passando pelo planejamento, pela ministração da aula e pela vivência corporal daquela atividade”, pontua.
A dinâmica também favoreceu a participação dos estudantes, que se envolveram nas discussões, no planejamento e nas vivências práticas. De acordo com o relato da orientadora, o grupo mostrou-se participativo desde os primeiros momentos da abordagem teórica.
Estudantes reconhecem a evolução das atividades
A percepção sobre a evolução das aulas também apareceu no retorno dos próprios participantes. Conforme relatado por Michele, na última aula um dos estudantes destacou ter percebido o crescimento e a estruturação das atividades desde o primeiro encontro.
O feedback chamou a atenção da orientadora por evidenciar que a organização progressiva proposta para o módulo foi percebida por quem participou das diferentes etapas. “Um dos feedbacks que recebemos na última aula veio de um estudante que comentou justamente como conseguiu perceber esse crescimento e essa estruturação desde o primeiro dia. Então, isso é muito enriquecedor”.
Para Michele, a forma como as experiências foram organizadas tornou o processo mais claro e didático. As atividades também proporcionaram oportunidades constantes para questionamentos, contribuições e intervenções durante as aulas. “Se tiver alguma dúvida, ele já levanta a mão, pergunta e também contribui”.
Proximidade e troca de experiências
Outro aspecto observado pela orientadora foi a maior aproximação proporcionada pelo formato das aulas. A convivência durante as diferentes etapas permitiu acompanhar os estudantes mais de perto e compartilhar experiências relacionadas à atuação profissional no campo da Educação Física.
Essa aproximação, ultrapassa a dimensão exclusivamente prática e fortalece a troca de experiências entre orientação e estudantes. “Parece que se criou um vínculo maior entre o orientador e o estudante. […] O orientador tem mais proximidade, consegue acompanhar o estudante mais de perto e, obviamente, também consegue aprender junto com ele”, salienta Michele.
Ao reunir fundamentação teórica, planejamento, experimentação, vivência corporal, adaptação das atividades e feedback, a experiência realizada no Campus Batel evidenciou diferentes dimensões que integram a formação em Educação Física. De acordo com Michele, o resultado foi positivo para todos os envolvidos: “Foi uma troca de experiências muito legal, muito enriquecedora, e acredito que está ótimo nesse formato”.
As atividades desenvolvidas permitiram aos estudantes não apenas conhecer conceitos relacionados aos jogos, às brincadeiras, à recreação e ao lazer, mas experimentá-los, planejá-los e refletir sobre suas possibilidades de aplicação, tornando o processo de aprendizagem mais próximo das situações que integram a futura atuação profissional.



