A amamentação na prevenção do câncer de mama

Autor: Evelyn Rosa de Oliveira*

 O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres, sendo um importante problema de saúde pública. Em 2026, devem ser 78 mil novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Por isso, é fundamental falar sobre as formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce, que contribui para aumentar as chances de sucesso do tratamento. Nesse contexto, a mamografia e a amamentação apresentam papéis importantes, embora atuem de maneiras diferentes no cuidado com a saúde da mulher.

A mamografia é um exame de imagem que utiliza raio-x para identificar possíveis alterações no tecido mamário, permitindo detectar tumores mesmo quando ainda não são palpáveis ou não apresentam sinais e sintomas. Sua realização é importante porque o diagnóstico em fases iniciais possibilita melhores resultados no tratamento e reduz o risco de complicações. 

Desse modo, é importante que toda mulher a partir dos 40 anos realize a mamografia regularmente, antes disso, a mulher também precisa ficar atenta a saúde da mama, principalmente se há casos de câncer de mama na família. Alterações como nódulos, mudanças na pele das mamas e secreções pelo mamilo devem ser investigadas. Além do diagnóstico precoce, existem fatores que podem contribuir para diminuir o risco de desenvolver câncer de mama, entre eles a amamentação.

O aleitamento materno traz diversos benefícios para a saúde do bebê e da mãe, e estudos demonstram que amamentar está associado à redução do risco de câncer de mama. Quanto maior o tempo total de amamentação ao longo da vida, maior a proteção. Isso acontece porque há mudanças que ocorrem na glândula mamária durante a gestação e a lactação. Nesse período, as células mamárias passam por um processo de diferenciação e se especializam para produzir e secretar o leite.

Essas modificações, juntamente com as alterações hormonais que ocorrem durante a amamentação, podem contribuir para reduzir a possibilidade de desenvolvimento da doença. Após o desmame, a mama passa por um processo chamado involução mamária, no qual ocorre a remodelação do tecido e a regressão de parte das estruturas desenvolvidas durante a gestação.

Esse processo também envolve mudanças celulares que participam da renovação do tecido mamário. É importante destacar que a amamentação reduz o risco, mas não impede completamente o desenvolvimento do câncer de mama. Por esse motivo, mesmo as mulheres que amamentaram devem manter os cuidados com a saúde e realizar os exames recomendados.

Como mãe, sei que a amamentação pode ser desafiadora, principalmente no início, mas uma orientação profissional pode fazer toda a diferença para o sucesso do processo e para que tanto a mãe quanto o bebê recebam os benefícios da prática. É importante que as mulheres busquem informação em fontes confiáveis, tanto quanto sobre a amamentação quanto sobre a mamografia e câncer de mama, para promoção e conscientização sobre os cuidados com a saúde da mulher.

* Evelyn Rosa de Oliveira é tecnóloga em Radiologia e mestre em Ciências. Também é coordenadora do Curso de Tecnologia em Radiologia e professora da Escola Superior de Saúde Única na Uninter.

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Autor: Evelyn Rosa de Oliveira*
Créditos do Fotógrafo: Greta Fotografía/Pexels


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