Do susto às pistas, documentário conta a história do automobilismo do Paraná

Autor: Evandro Tosin - Estagiário de Jornalismo

“Extremamente perigoso”, foi o que os curitibanos disseram ao ver o primeiro carro a rodar pelas ruas da capital do Paraná. Era 1903 e Francisco Fido Fontana circulava com um automóvel de modelo Royal, recém-chegado da França. Até então, apenas cavalos desfilavam pelas avenidas da cidade.

De marcha em marcha, os carros foram parar nas pistas de corrida. Mas havia uma lacuna na história sobre como essa transição aconteceu no Paraná. Até que, em 2014, a então estudante de  Jornalismo da Uninter Eni Alves produziu o vídeo-documentário “Automobilismo paranaense: uma história não contada”. Era o trabalho de conclusão de curso (TCC), concluído com louvor em 2015.

O trabalho contou com a orientação do professor Patrick Diener. Agora, o longa-metragem de aproximadamente duas horas será exibido às 19h desta quarta-feira (21) no Sesi de São José dos Pinhais (PR).

Eni descobriu que os registros são raros sobre o automobilismo paranaense. “O documentário é o primeiro que conta a história desde o início, quando o primeiro carro surgiu até 2015, um provável fechamento com a venda do Autódromo Internacional de Curitiba para a iniciativa privada”, explica Eni.

No Paraná existem três autódromos de asfalto: autódromo Zilmar Beux, em Cascavel, Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, e o Autódromo Internacional de Curitiba, que está localizado na cidade vizinha de Pinhais e foi batizado com o nome do piloto curitibano Raul de Mesquita Boesel.

O sogro de Eni, João Acir Ferreira Santana, era conhecido como “Palestra” e dono da revista Pista Livre, que tratava de automobilismo. Ele adoeceu e Eni decidiu ajudá-lo na publicação. Isso despertou nela o interesse pelos esportes a motor. “Que legal as fotos da corrida. Eu li as matérias. Nossa! Era um mundo que eu não conhecia”, descreve a jornalista.

Após a morte do sogro, em 2010, Eni decidiu fazer uma homenagem. Na última edição da revista Pista Livre, ela contou a história de “Palestra” e a relação dele com o automobilismo. Foi a campo, assistiu a corridas, conheceu jornalistas da área, pilotos, mecânicos e fotógrafos.

“Resolvi fazer o documentário justamente porque sou curiosa. Quando comecei a escrever a revista, sempre achei que o presente tem de ter uma certa relação com o passado, e eu não sabia da história, como começaram essas corridas. Fui buscar isso e, nessa busca, vi que a gente sabe pouca coisa”, explica Eni.

No vídeo-documentário de Eni é possível conhecer o início, o desenvolvimento e o cenário atual do automobilismo paranaense. Ela nunca participou de uma corrida dirigindo, mas já participou de volta rápida com piloto. “A minha paixão é contar histórias, escrevendo ou através das fotos”, comenta. Hoje, ela é publisher da Revista Podium, que divulga informações sobre a modalidade.

Serviço

Exibição do documentário “Automobilismo paranaense: uma história não contada”

Dia: 21/08, quarta-feira

Hora: 19h

Local: Teatro Sesi de São José dos Pinhais, Rua Quinze de Novembro, 1800 – Centro.

Entrada franca.

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Autor: Evandro Tosin - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Créditos do Fotógrafo: Arquivo pessoal Eni Alves


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