Comunicação oral nas organizações

Autor: Julio Cezar Bernardelli*

Você tem apenas um minuto para descrever a sua proposta de projeto para a empresa, ou convencer um diretor a ver seu currículo para a vaga que você sonha, ou para se apresentar e despertar o interesse nas pessoas em te conhecerem melhor. O que você faria?

A objetividade e assertividade ao falar contribuem para a agilidade dos processos e das tomadas de decisões. Mas o que falar? Como falar? Quando falar? São perguntas que, se bem respondidas, podem dar a direção certa e o resultado esperado ao orador.

Toda organização necessita de canais de comunicação, e são muitas as opções. Mas vamos falar especificamente da comunicação oral presencial. Falar é uma habilidade que adquirimos desde criança, mas falar bem e assertivamente é um processo de aprendizado constante.

Uma palavra mal colocada, uma frase no momento errado, pode gerar constrangimentos e conflitos no ambiente empresarial. A comunicação oral, entre os membros de uma equipe, é ferramenta de trabalho que deve ser atualizada, revisada e colocada em prática constantemente. A comunicação oral envolve diversos elementos que contribuem para a afirmação do que se pretende falar.

Ao falar, o emissor utiliza a voz, gestos, expressões faciais a emoção, entre outros elementos que contribuem para que sua mensagem seja captada da melhor forma. Algumas pessoas sentem dificuldade em harmonizar todos esses elementos e, para isso, é preciso treinar e desenvolver sua habilidade de oratória.

A comunicação pode ser uma arma destruidora em mãos, ou melhor, em bocas erradas e no momento errado. Quando bem utilizada, abre portas, cria laços, elimina barreiras, agiliza processos, encanta clientes. Sabemos disso, mas o medo de falar em público persiste.

O jornal britânico Sunday Times, em 2015, fez um estudo sobre o medo das pessoas de falarem em público. Esse temor é maior que o de problemas financeiros, doenças e morte (41% responderam que o medo de falar em frente a pessoas é o maior).

Sentindo dificuldade em se expressar, alguns colaboradores deixam de se comunicar e levantam muros ao seu redor que tornam mais difícil essa comunicação. Algumas pessoas sentem palpitação, “borboletas no estômago”, sudorese, as pernas tremem e podem ter a sensação de que vão desmaiar. É um desafio falar em público.

Nas organizações, outras barreiras podem surgir. O distanciamento hierárquico pode ser um fator preponderante. Normalmente falar com um superior, que se posiciona como tal, gera um estresse pré-comunicação. O uso excessivo de canais virtuais para comunicação pode inibir a exposição de ideias, quando presencialmente.

A rigidez de alguns gestores, críticas constantes sobre o modo de falar ou comentários sobre o tom de voz utilizado, também criam situações de limitação gerando medo de se expor publicamente, com isso, grandes ideias ficam apenas nas mentes dessas pessoas, que não sentem segurança para explanar seus conhecimentos contribuindo para a melhoria dos processos organizacionais.

Então, como apresentar suas ideias de forma assertiva? Como prender a atenção da sua equipe em uma reunião?

Assim como toda boa história, a comunicação empresarial deve ter um início, um desenvolvimento e uma conclusão. Para prender a atenção do público é preciso iniciar informando o que veremos nessa reunião ou palestra, quanto tempo demorará e qual a finalidade. Mas como proceder quando preciso ganhar a atenção do público nos minutos iniciais e garantir a atenção até o final?

Quando nos perguntam quem somos, costumamos falar nosso nome e nossa profissão. Mas veja como soa diferente se, em vez de eu falar “sou Julio Cezar e sou professor”, me apresentar desta forma: “Sou Julio Cezar, professor universitário, desenvolvo técnicas de ensino que buscam levar conhecimento aos meus alunos e despertar o que eles têm de melhor, desenvolvendo suas habilidades para serem os profissionais mais capacitados no mercado de trabalho”.

Você não gastará mais que um minuto para se apresentar profissionalmente e despertar o interesse das pessoas pelo que você faz. Afinal, que técnicas serão essas que o professor Julio Cezar utiliza? É preciso que eles digam: “me fale mais sobre isso”.

A comunicação oral precisa ser trabalhada e estimulada nas empresas. Saber elaborar, de forma lógica, o que se quer dizer, facilita a argumentação e pode contribuir para a aceitação de suas ideias no meio corporativo.

Quer falar bem? Leia. Leia muito. Quanto mais você ler, mais conteúdo terá para suas argumentações.

*Julio Cezar Bernardelli é professor da Escola Superior de Gestão, Comunicação e Negócios da Uninter.

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Autor: Julio Cezar Bernardelli*


2 thoughts on “Comunicação oral nas organizações

  1. Quando o professor Júlio Cesar Bernardelli faz as devidas observações sobre a comunicação nas organizações ele toca em temas que são a espinha central nas organizações que é o medo de falar de se comunicar expressar a o pensamento e por esse motivo as pessoas ficam presas em redomas mentais, se protegendo de ataques externos que na verdade não existem oque ocorre na verdade é a insegurança o medo da rejeição ,a falta de iniciativa por achar que se falhar será o alvo de todas as atenções .
    Saber falar e oque falar e quando falar de forma assertiva envolve disciplina e treinamento e pessoas obstinadas no desenvolvimento moral e intelectual dos seus discípulos que os moldam como o oleiro trabalha o barro e no final este se transforma em arte
    Nas empresas essa pratica tem se tornado ferramenta no desenvolvimento dos colaboradores para que esses executem suas atividades com excelência e assertividade.

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