Colaboradores dão cota extra para não interromper seminário de Libras

 

Heloisa Alves Ribas – Estagiária de Jornalismo

A educação para pessoas com deficiência auditiva era considerada impossível até meados do século 15, mas essa visão tornou-se ultrapassada graças ao empenho do francês Eduard Huet, que tinha a deficiência. Foi em 1857 que ele esteve no Brasil a convite de D. Pedro II, com o propósito de criar a primeira escola para surdos do Brasil com o nome “Imperial Instituto de Surdos Mudos”. A escola tradicional existe até hoje, mas com o nome alterado para Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

Dada a importância da inclusão de todos à educação, há 12 anos a Uninter criou o SIANEE (Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais), coordenado por Leomar Marchesini. E com isso, foi realizado nos dias 24, 25 e 26, na sede Araucárias, o “IV Seminário Anual dos Tradutores Intérpretes de Libras e Colaboradores do SIANEE”, com o objetivo de promover a educação continuada dos profissionais do SIANEE, mediante palestras. Estiveram presentes os 19 colaboradores do setor.

Segundo Leomar, a iniciativa de promover o seminário surgiu da importância de discutir temas do cotidiano dos colaboradores, além de ser uma forma de expandir os conhecimentos. Foi preciso criatividade e uma cota extra de sacrifício de cada um. A ideia surgiu como uma alternativa em um cenário de crise, com contenção de gastos nos mais diversos setores empresariais. “Isso não nos paralisou”, ressalta Leomar. “Pensei em alternativas para não interromper o processo. Foi então que tive a ideia de fazer o seminário, com os próprios participantes pesquisando e apresentando os temas, para reduzir os custos”.

“Foi ótimo, em clima de muito interesse pela aprendizagem e pesquisa, ao mesmo tempo em harmonia e amizade. Pelo quarto ano realizamos o seminário sem interrupção”, diz. “Eu me sinto muito gratificada em ver a equipe trabalhando, interessada, compartilhando seus saberes e suas experiências profissionais. Eu também ministro uma palestra, que este ano foi Competência Interpessoal. A turma gostou muito”, completa. Ao final do seminário, a equipe comemorou o Dia do Intérprete de Libras (26 de julho) com um churrasco cujas despesas foram rateadas pelos colaboradores do setor.

Edição: Mauri König

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