Brasil em alerta contra ataques terroristas nas Olimpíadas

Miriã Calistro – Estagiária Jornalismo

O grande número de atos terroristas que vem ocorrendo ao redor do mundo, tem chamado a atenção. Na última quinta-feira (14), a França viveu momentos pânico, quando um caminhão atropelou pessoas que assistiam um show de fogos de artificio. Há aproximadamente 84 mortos e cerca de 100 pessoas feridas. O motorista, identificado como Mohamed Lahouaiej Bouhlel, era tunisiano e já tinha cometido pequenos crimes, mas até o momento ainda não há confirmação sobre a ligação dele com grupos terroristas.

Com a chegada da Olimpíadas, e consequentemente com a vinda de turistas de diversos países do mundo, as autoridades brasileiras estão atentas e vem aumentando o monitoramento em relação aos indivíduos que podem ter alguma ligação com o EI e que podem estar agindo dentro do Brasil.

Essa preocupação teve início neste ano, durante o mês de abril, quando a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou a veracidade de uma ameaça ao Brasil nas Olimpíadas, vindas de uma conta no Twitter pertencente a um membro do Estado Islâmico (EI). O conteúdo da mensagem enviada para o micro blog dizia “Brasil, vocês são nosso próximo alvo”.

Para Caroline Silva, coordenadora do curso de Relações Internacionais da UNINTER, é importante dar atenção ao alerta da Abin, principalmente em um período próximo as Olimpíadas. ”Pelo comunicado, é preciso reparar nas características de um possível terrorista, como as vestimentas, e até um comportamento diferente. Mas é importante não causar alarde, a Abin está reforçando as investigações e também poderá reunir as forças policiais antes do início das Olimpíadas, e passar instruções de como devem agir em um possível ataque”, comenta.

A lei antiterrorismo (13.260/2016) no Brasil, foi sancionada em março pela presidente afastada, Dilma Rousseff. Segundo Caroline, essa lei não pode ser comparada com a lei antiterror na Europa. ”Essa lei na Europa, é muito mais punitiva, até porque os ataques terroristas lá são mais evidentes, e as medidas são mais rígidas até mesmo para suspeitos de querer cometer um ato terrorista, por isso ela é muito mais eficiente em questão de prevenir esses ataques”, diz.

Apesar da lei não se enquadrar no código penal, a coordenadora explica que os indivíduos pegos em práticas suspeitas relacionadas ao terrorismo, podem ser enquadrados em outras leis e, consequentemente punidos. ”A lei de antiterrorismo no Brasil pode parecer frágil, mas eu vejo como um primeiro passo, até porque no nosso país nunca ocorreu um ato terrorista. A lei brasileira permite que a Abin possa prosseguir com as investigações e que possa, ainda, tratar o assunto de maneira emergencial”, finaliza.

Edição: Marjorie Gomes

Incorporar HTML não disponível.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *