As lições de Tony, o vendedor que não é só mais um vendedor

Autor: Julia Siqueira - Estagiária de Jornalismo

Há oito anos, Tony Alves decidiu encarar o sonho de ser seu próprio patrão, empreendendo na área de prospecção de vendas e representação comercial. O estudante de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba (PR), sócio-fundador da Prospecta Prime, conta como foi o começo desta jornada que transformou sua vida.

Apesar de ter iniciado o curso de Gestão Comercial da Uninter este ano, na modalidade a distância (EAD), a história de Tony Alves da Costa com a instituição já é antiga. Em 2011, quando trabalhava como encarregado de estoque em uma indústria de alimentos, ele decidiu investir em uma graduação. “Meu encarregado fazia Gestão da Produção na Uninter e me surgiu o desejo de fazer um tecnólogo. Na época, eu comecei o curso de Logística, no semipresencial”, conta ele.

No ano seguinte, Tony acabou sendo desligado da empresa em que trabalhava e, por isso, não conseguiu manter os estudos. Ainda que esse tenha sido um período delicado em sua vida acadêmica, o empreendedor conta que este foi o momento de virada em sua vida profissional.

“Eu estava no centro de Curitiba, no início do ano [fevereiro de 2012], e vi um rapaz que estava fazendo panfletagem na rua. Naquela época, um amigo meu tinha me chamado para trabalhar como corretor de imóveis e eu fui. Trabalhei um mês como corretor e, um dia, quando estava fazendo angariação de locação na Praça Rui Barbosa, vi esse rapaz. Como eu estava lá, entreguei um panfleto dele e comecei a perguntar quando ele cobrava e como que funcionava o trabalho. Aí ele me explicou e aquilo me deu um start de ‘isso pode virar um negócio’! A partir daí, eu peguei essa ideia, sentei, vi uma oportunidade de crescimento e criei a Prospecta”, Tony relembra.

Mesmo com o negócio esquematizado, a empresa só foi formalizada sete meses depois, em setembro. Neste período, Tony conta que amadureceu seus planos e buscou parceiros para o seu empreendimento. “Eu tinha feito um curso de técnicas de administração com ênfase em gestão de negócios, então eu tinha experiência em fazer um plano de negócios. Eu criei o plano e fui atrás de um sócio porque eu não tinha dinheiro, estava desempregado”, comenta. Foram meses em busca de um parceiro, até que em julho, Tony conheceu um casal interessado em suas ideias e a empresa finalmente nasceu.

Dos primeiros passos ao sucesso

Assim que a sociedade foi firmada, Tony inaugurou os trabalhos da Prospecta. Inicialmente, a empresa realizava pequenos serviços de panfletagem, até que um dia ela foi contratada por um grande estabelecimento de Curitiba e os negócios começaram a crescer.

“Uma vez, peguei um cliente, um clube de férias, para fazer representação. Fui fazer uma ação de panfletagem para esse clube e deu tanto resultado que o dono da concessionária me chamou para ser representante comercial dessa empresa. Como representante desse clube, fiquei por uns quatro anos. Era uma empresa que está há quase 50 anos no mercado, então isso me deu muita referência. Aumentou o nome da minha marca, para eu divulgar o meu trabalho e prospectar novos clientes. Através disso, consegui várias ações de panfletagem de outras franquias”, conta o empreendedor.

Durante essas ações, Tony cruzou com várias pessoas que o ajudaram a desenvolver a Prospecta. Em 2013, por exemplo, conheceu o dono de uma gráfica, que lhe sugeriu investir em outros materiais gráficos além dos panfletos, e foi o que Tony fez. Já em 2014, o dono de uma agência de publicidade entrou em sua vida como um cliente, e o apresentou ao mundo do marketing digital. A partir disso, a Prospecta Prime deixou de oferecer apenas ações de panfletagem e alguns materiais gráficos para trabalhar, também, com o marketing digital, desde a criação da identidade visual de um negócio, até as ações de merchandising.

Nos dois anos seguintes, o jovem empreendedor criou novos projetos para sua empresa: o Prospecta no Bairro e o Prospecta Networking, ambas iniciativas de captação de clientes. “Estava em uma fase muito difícil das empresas investirem em divulgação, em fazer um panfleto ou alguma divulgação em si. Isso me deu a ideia de criar um informativo, o Prospecta no Bairro, um informativo publicitário distribuído de porta em porta ou semáforo, todo mês, e a gente vende os espaços publicitários com um valor mais em conta. E também o Prospecta Networking, um informativo mais direcionado ao comércio be to be, para empresas que prestam serviços para empresas. Essa é uma ação direcionada aos comércios, onde entrego para o gestor, o gerente ou um encarregado, para ele entregar para o responsável”, explica.

Já em 2017, Tony precisou fazer uma cirurgia delicada e ficou alguns meses em recuperação. Por ser a pessoa que estava à frente da empresa, a Prospecta começou a ficar com dívidas e Tony mergulhou em uma depressão profunda. “Foram dois anos e meio de muita luta. Eu não tinha coragem de sair do meu quarto, não falava com ninguém. A vontade de tirar a própria vida passava na minha cabeça várias vezes. Mas, havia pessoas, familiares, a igreja, que me conheciam e estavam orando por mim. Até que um dia, no meu quarto, orei a Deus pedindo ‘Pai, o Senhor fez tantas coisas na minha vida, tantos sonhos, propósitos… se o Senhor me ama, me tira dessa cama. Tira o medo, me restaura, me dá coragem pra levantar’”, conta em um relato no Facebook.

A partir desse momento, Tony conseguiu se reerguer. Ele voltou ao mercado de trabalho, não como empresário, mas como vendedor. Essa foi a forma que ele encontrou de conseguir pagar as suas contas. Começou a trabalhar em um call center, negociou as suas dívidas e retomou os negócios. Com a recuperação da Prospecta, Tony conseguiu novos parceiros e clientes, além de aprimorar seus projetos antigos e iniciar outros. A expectativa para o futuro é a melhor possível, e é aí que a Uninter reaparece em sua história!

Em 2019, conversando com sua supervisora, que é graduada pela Uninter, a vontade de retomar os estudos apareceu em sua mente. Tony foi atrás de opções, fez o processo seletivo e ingressou no curso de Gestão Comercial EAD da Uninter, no início de 2020. Ele conta que as matérias estão superando suas expectativas, se encaixando com a bagagem e experiência prática que ele já tem, o ajudando a aprimorar seus serviços na Prospecta.

“Eu estou amando! Toda a estrutura, tudo o que a Uninter oferece nessa questão EAD, ainda mais agora nesse enfrentamento da Covid. Nossa, tem sido muito bom. Eu só tenho elogios para esse curso de Gestão Comercial da Uninter”, diz o estudante.

O curso de gestão tem auxiliado na evolução do negócio e Tony conta que pretende continuar estudando, investindo em uma pós-graduação na área de gestão comercial ou varejo digital. Por causa da estabilidade financeira que um trabalho fixo traz, Tony continuou atuando como vendedor no call center até o meio de julho deste ano, até pedir demissão para dedicar-se exclusivamente a sua agência.

Apesar das dificuldades que precisou enfrentar, hoje a Prospecta Prime presta serviços para donos de franquias de várias cidades paranaenses e tem reconhecimento no mercado. Tony se orgulha de toda a sua jornada e diz que até os momentos mais difíceis o fizeram crescer.

“O que a depressão me ensinou é que eu era muito orgulhoso! Na época da agência, eu me apresentava como diretor comercial, como executivo da prospecta e quando eu estava na cama, com depressão, eu não tinha coragem de ver ninguém, nem a família. Ali, para mim, foi um tratamento para eu baixar a bola e ser uma pessoa mais simples. Hoje eu me considero um consultor de vendas, eu sou um profissional de vendas. Não me considero um executivo, um diretor comercial, como antes eu me chamava, como o dono de uma empresa. Por mais que eu seja, por mais que eu tenha, eu me considero, especificamente, um vendedor”, conclui.

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Autor: Julia Siqueira - Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Arquivo pessoal


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