A televisão aberta pode ser aliada da educação?

Autor: Igor Ceccatto - Estagiário de Jornalismo

A televisão, além de uma fonte de entretenimento e informação, pode também contribuir para a educação de um povo. Este é o princípio que rege o funcionamento das televisões públicas no Brasil, que assumem a tarefa de informar e educar, pautadas pelo interesse público.

A relação entre televisão e educação públicas foi tema de uma live no dia 13.07.2020, com o título A televisão pública e a educação pública. O evento foi iniciativa do curso de Ciência Política da Uninter, em parceria com o Mestrado Profissional em Educação e Novas Tecnologias, e contou com as participações dos professores Siderly Almeida, Luiz Domingos e Alvaro Júnior, além do convidado especial, o pedagogo e filósofo Fernando Almeida.

O professor Luiz Domingos iniciou o debate apresentando o artigo escrito pelos demais convidados, Siderly, Alvaro e Fernando, intitulado A televisão pública e a educação pública nos séculos XX e XXI: Escola 2.0, que foi publicado em junho na biblioteca virtual da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Segundo os autores, é preciso entender a televisão com seu papel civilizatório e político, no sentido de trazer o conhecimento a toda população, sem excludentes. “Para exemplificar, podemos pensar na BBC de Londres, um canal que não é apenas do estado e sim de um país, criado através de políticas públicas. Consequentemente, terá que ter uma alta qualidade no cumprimento de seu papel social e educacional”, completa. Já no Brasil, temos como exemplo a TV Cultura de São Paulo, que apesar de ter menor audiência não perde seu papel.

Telecursos e a necessidade adaptativa da educação

O telecurso é basicamente uma metodologia de organização e transmissão de conteúdo educacional básico por meio da televisão aberta. Este modelo surgiu no Brasil nos anos 1970, quando o país buscava uma ampliação do acesso à educação para todos, com linguagem e metodologias inovadoras à época. Já nos anos 1990, esse método de ensino foi inserido na própria sala de aula, e mais de 1,6 milhão de estudantes concluíram o ensino médio e o fundamental com apoio deste tipo de conteúdo.

Uma das perguntas feitas por espectadores do debate foi justamente a respeito da aplicabilidade desta metodologia neste momento de pandemia pelo qual estamos passando. Fernando respondeu citando a mudança de função deste modelo educacional ao longo dos anos. “Alguns anos atrás, o telecurso possuía uma função de suplência da educação, mas com todas as metodologias e tecnologias educacionais novas, acabou indo para a retaguarda como conteúdo complementar, além disso as aulas da atualidade necessitam de conteúdos mais adaptativos a seus alunos, seja nas escolas ou na educação a distância”.

Para acessar o conteúdo da live na íntegra, clique aqui.

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Autor: Igor Ceccatto - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Andrea Piacquadio/Pexels e reprodução Facebook


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