A educação inclusiva pelo olhar do aluno


Segundo o Censo de Educação Superior de 2017, o número de acadêmicos com necessidades especiais no Brasil chega a 38 mil. Deste total, 23.979 estudam em instituições privadas, o que representa cerca de 63% do conjunto.

Durante o ano de 2018, os cursos da Escola de Educação da Uninter tiveram como foco de suas atividades práticas o tema da inclusão. Coube aos estudantes encarar o desafio de pensar sobre a inclusão na sociedade e, em especial, nas instituições de ensino.

Para proporcionar a seus alunos uma visão mais profunda do assunto, o polo Uninter de Santa Cruz do Sul (RS) elaborou uma roda de conversa com uma participação muito especial. Vinicius Henrique Bohnen, aluno Uninter do curso de Relações Internacionais, foi convidado a acompanhar as apresentações dos acadêmicos de licenciatura de diferentes cursos. Em seguida, ele falou um pouco sobre a sua história de vida e sobre seus primeiros anos na escola.

Vinicius tem uma deficiência motora desde que nasceu. “Essa lesão aconteceu devido a complicações no parto”, diz ele.  A roda de conversa, na verdade, foi também uma surpresa para ele: “Comecei a contar um pouco da minha história e de repente entraram na sala meus pais”. Além de Liani e Ademar, pais de Vinicius, a sua primeira professora e uma colega do ensino fundamental também foram convidadas sem que ele soubesse.

“Junto com eles falei sobre minha passagem pelas escolas onde estudei e sobre como foi um desafio entrar na faculdade”, relata Vinicius. No final do bate-papo houve outro momento emocionante para o estudante: sua colega do ensino fundamental e sua primeira professora haviam produzido um vídeo em sua homenagem. “Foi um sentimento indescritível de alegria e gratidão”, conta Vinícius.

O evento fez com que os estudantes de licenciatura pudessem conhecer o ponto de vista de uma pessoa com deficiência diante das dificuldades que ela enfrenta no sistema educacional. Para o futuro, Vinicius espera conseguir atuar na sua área de formação, em alguma empresa da cidade mesmo. “Aqui temos fumageiras, empresas que compram tabaco, exportam e produzem cigarros e afins… além de metalúrgicas e fábricas”, destaca o estudante.

 

Edição: Mauri König / Revisão Textual: Jeferson Ferro

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