Uninter tem a melhor EAD entre as 10 maiores do ensino superior, revela estudo

Autor: Nayara Rosolen - jornalista

A Uninter tem a melhor educação a distância (EAD) entre as 10 maiores do ensino superior do Brasil, de acordo com publicação especial da EaD Em Revista. A edição de novembro de 2023 amplia a discussão acerca da qualidade da educação ofertada no Brasil e as fortes críticas que a EAD tem recebido. “O baixo desempenho no Enade [Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes] está relacionado à modalidade de ensino ou à falha individual de determinadas instituições (independentemente da modalidade)?”. É o que questiona o presidente da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação à Distância (ABE-EAD), Ricardo Holz.

O baixo desempenho de muitas IES no Enade 2022, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), tornou público o debate. A modalidade EAD é a que mais sofre críticas e já passava por análises por meio do Grupo de Trabalho de Educação a Distância (GT-EAD) do MEC, que gerou uma consulta pública no último mês.

O título da análise de oito páginas, “Não há nada de errado com a modalidade de Educação a Distância (EAD)”, deixa claro o posicionamento de profissionais do ensino superior e Holz evidencia. “Existem modelos pedagógicos bem-sucedidos nas duas modalidades [presencial e EAD]. A diferença é que, além de formar profissionais tão competentes quanto aqueles oriundos da educação presencial, a EAD cumpre uma função social indiscutível no Brasil. A modalidade permite que pessoas, majoritariamente das classes C e D, estudem por um preço acessível e, além disso, com o uso da tecnologia, consegue fazer a educação chegar aos quatro cantos do Brasil.”

O artigo apresenta tabelas de comparação de desempenho dos cursos de graduação de IES públicas e privadas nas modalidades EAD e presencial. Com a exclusão dos cursos sem conceito e considerando a formação geral e conhecimento específico, as instituições de ensino público presencial são as com maior desempenho. No entanto, a Uninter, primeira colocada entre as dez IES privadas EAD, apresenta o conhecimento específico acima da média até mesmo que das IES privadas presenciais.

Holz destaca a importância de considerar o perfil dos estudantes que ingressam na educação privada e à distância. “Alunos com formação em escolas públicas, ausência prolongada de estudos por período superior a 10 anos, dedicados ao expediente integral, e moradores de cidades pequenas e regiões desprovidas de alta proficiência acadêmica ou das periferias das grandes cidades. Apesar dessas limitações, as IES privadas EAD apresentam um desempenho compatível com seu perfil de aluno, pois a diferença entre a nota de conhecimento específico e a de formação geral é a melhor entre todas as categorias”, pontua.

Em recente edição do programa Conversa com o Reitor, transmitido pela Rádio Uninter, o reitor do centro universitário, Benhur Gaio, abordou as propostas do MEC para a EAD e salientou a necessidade de olhar para quem e até onde a modalidade a distância chega.

“Hoje nós temos um perfil de aluno que ainda é o adulto, na sua maioria está na faixa dos 30 anos. […] Um perfil que precisamos entender e que o MEC não entende, infelizmente. Este adulto que chega e se matricula na modalidade a distancia ficou cerca de dez anos sem estudar. Precisamos fazer uma adaptação, precisamos acolher, precisamos utilizar os nossos instrumentos para fazer com que este adulto, chefe de família, trabalhando muito, tenha tempo e condições de fazer um curso de ensino superior”, declarou.

Gaio considera ainda o fato de os cursos EAD chegarem a comunidades isoladas, com um número considerável de indígenas na modalidade, assim como mulheres com triplas jornadas, nos cuidados com seus filhos e suas casas, por exemplo.

“Dado o exposto até aqui, pode-se concluir que o desempenho abaixo do esperado de algumas IES no Enade 2022 não está relacionado à modalidade de ensino na qual atuam, mas sim às falhas individuais e específicas de determinadas instituições que priorizam o lucro em detrimento da qualidade de educação. Dessa forma, não são justos os ataques que têm sido feitos à EAD. O MEC deve, sim, fazer ajustes na regulação do ensino superior. Penalizar as IES que não estão realizando um bom trabalho de formação de seus alunos. No entanto, para curar o câncer, não pode matar o paciente. A EAD é fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, conclui Holz.

Para o presidente da ABE-EAD, a falta de qualidade na educação superior não está atrelada à modalidade, já que a EAD, quando feita com qualidade, é a solução que democratiza o acesso ao conhecimento a milhões de brasileiros que até então eram excluídos por barreiras sociais, geográficas, financeiras e pessoais. Confira o artigo completo neste link.

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Autor: Nayara Rosolen - jornalista
Edição: Larissa Drabeski


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