Realidade virtual chega à aldeia indígena


Tratar das questões indígenas no Brasil não é tarefa fácil, especialmente quando se aborda a educação das populações nativas. A mestranda Vanessa Carla dos Santos, do programa de Educação e Novas Tecnologias da Uninter, resolveu encarar esse tema em sua pesquisa e produziu um trabalho inovador.

A dissertação, intitulada “O impacto da realidade virtual imersiva na educação escolar indígena”, foi defendida no dia 1º de março diante da banca formada pelos professores Germano Bruno Afonso, Valdo José Cavallet e Mario Sérgio Cunha Alencastro. Entre os convidados para assistir à defesa estava o cacique da ilha de Cotinga (PR), Dionísio Kuaray, da aldeia onde a mestranda realizou sua pesquisa de campo.

Em seus trabalhos com o ensino fundamental e ensino médio, Vanessa percebeu a falta de conteúdos indígenas no contexto da nossa educação básica. A partir daí surgiu um interesse por pesquisar o assunto.

A decisão de estudar a educação escolar indígena dentro de uma aldeia lhe possibilitou integrar vários materiais didáticos, como uma miniatura do relógio solar indígena que está no campus Divina da Uninter, em Curitiba (PR), e um modelo de óculos de realidade virtual. Com ele os alunos indígenas puderam visualizar as constelações e assim se aproximar do conhecimento nativo de seus antepassados, os Mbyas Guarani.

Sobre o desafio de abordar esse tema, a mestranda comentou: “Fiz a escolha certa, fiz o tema certo, saí um pouco da minha zona de conforto fazendo a pesquisa de campo, acho a pesquisa de campo muito melhor e gratificante”.

Vanessa se mostrou feliz com o resultado de seu trabalho. Recém-mestre, ela acredita que pode avançar ainda mais, contribuindo para mudar a situação de falta de conteúdo indígena na educação brasileira em geral.

Edição: Mauri König / Revisão Textual: Jeferson Ferro

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