Outsiders viram objeto de pesquisa de Mestrado em Direito


Cada indivíduo pertence a determinado grupo na sociedade, mas existem casos de exclusão que podem afastar essas pessoas dos grupos de convívio social, criando cidadãos marginalizados. Alguns até se excluem por “opção própria”, mas a maioria está submetida a uma exclusão forçada. Esses indivíduos são chamados de outsider e viraram tema de dissertação no Mestrado Acadêmico em Direito da Uninter.

Iverson Kech Ferreira defendeu sua dissertação no dia 20 de fevereiro sob o título “O papel do Judiciário na construção do outsider de Howard Becker: a influência da sociedade complexa”. Segundo o mestrando, o trabalho foca na sociedade do medo, da exclusão e da massa que molda a modernidade líquida, mostrando a consequência disso, uma crescente onda de criminalização e estereotipagem de pessoas entendidas como diferentes por motivos diversos.

A defesa na banca de mestrado começou com agradecimentos aos professores e amigos. Em seguida, Iverson explicou a análise de seu trabalho, que consiste em apurar como a atuação jurisdicional constrói o indivíduo em um desvio primário, e o confirma criminoso a partir do desvio secundário, apoiado em quadros mentais paranoicos.

O mestrando conta que as dificuldades para a pesquisa não vieram do marco teórico ou das pesquisas já escritas, mas em conseguir demonstrar os problemas atuais na sociedade e no Direito, que está em constante transformação. Mas as obstáculos são superados com foco e dedicação. Procurar sempre o auxílio do orientador, escrever muito e ler sempre são as dicas que Iverson deixa para os futuros alunos de mestrado. “Procure ler o que estiver ao seu alcance, o que indicarem, isso lhe dará um suporte quando for escrever e até mesmo apresentar suas pesquisas em sala de aula e sua dissertação ao final”, diz.

A sensação de dever cumprido é a melhor parte. Para ajudar na sua apresentação, Iverson leu mais ainda e aproveitou muito os momentos de lazer com sua família. “Joguei videogame com meu filho e brinquei com minha filha. Foi um momento para relaxar”, comenta o mestrando.

Edição: Mauri König

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