“Não perca muito por pouco”: os ensinamentos do multiartista Jrr. Pereira

Autor: Rayssa da Cruz Freixo - Estagiária de Jornalismo

Música, cinema e teatro são algumas das manifestaões artísticas que mais despertam emoções e conectam pessoas. Produzem lembranças para a vida toda. É isso que move o multiartista Jrr. Pereira desde a infância, e é sobre as suas experiências que ele falou aos apresentadores Thiago Polonha e Ketlyn Silva no programa Art&Cultura, da TV Uninter.

Diretor, cineasta, roteirista e músico, o paulista radicado no Paraná Jrr. Pereira conta que a arte sempre fez parte de sua vida, desde a infância, enquanto mudava constantemente de cidade devido ao trabalho do pai. Criava peças teatrais com amigos e parentes, escrevia histórias e se envolvia com música. Para ele, a arte nunca foi um hobby, mas algo tão natural quanto respirar.

Ele nunca se identificou com a ideia de limitar pessoas a uma única profissão ou identidade. Critica o hábito social de colocar tudo em caixinhas, defendendo que alguém pode ser músico, escritor, diretor, professor e tantas outras coisas ao mesmo tempo. “Me incomoda mesmo, eu acho que a vida é muito curta para ser pequena”, diz. Sua filosofia de vida é resumida pela frase: “Não perca muito por pouco”.

Jrr. Pereira relata que constantemente transforma experiências pessoais em arte, inclusive momentos difíceis. Nessas situações, prefere criar, escrever ou estudar em vez de apenas lamentar os acontecimentos. Ele destaca que qualquer profissão exige estudo constante e que a arte não é diferente. “Quando eu não tiver mais nada para aprender, será minha hora de morrer”, afirma.

Artistas são médicos da alma, pois conseguem alcançar sentimentos e reflexões que muitas vezes outras áreas não conseguem tocar. Tudo é arte, desde uma obra cinematográfica até o design de uma roupa ou uma logomarca. O elemento que conecta todas as expressões artísticas é a emoção.

O filme “Elas” é tratado como um projeto muito especial. Será o seu primeiro longa-metragem. Em trabalhos anteriores, ele dirigiu o curta-metragem dramático Primavera de Ferro (2021) e a série Viagem ao Mundo da Imaginação, além de atuar como professor de direção e atuação.

Embora tenha dirigido curtas, videoclipes e trabalhos premiados, considera o longa uma obra diferente de tudo que já realizou. Compara a um filho, resultado de anos de amadurecimento criativo. Reconhece que diversos obstáculos impediram sua realização em momentos anteriores, mas acredita que isso permitiu que o roteiro evoluísse e se tornasse mais forte, sensível e coerente. 

O artista falou ainda sobre sua relação com a escrita. Escrever é uma forma de se desnudar emocionalmente e revelar aquilo que está vivendo. Seus textos funcionam quase como uma terapia, pois permitem transformar sentimentos, dores, reflexões e experiências em arte.  A arte e vida são inseparáveis.

Criar exige observação, coragem, emoção, disciplina e disposição permanente para aprender. A arte nasce da experiência humana e tem o poder de conectar pessoas por meio dos sentimentos, tornando-se uma das formas mais profundas de compreender e transformar a realidade.

Assista à entrevista completa no YouTube.

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Autor: Rayssa da Cruz Freixo - Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Créditos do Fotógrafo: Reprodução TV Uninter


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