PÓS-GRADUAÇÃO

Missão: mudar a sociedade pela inclusão

Aplicar tecnologias para melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência visual é o que a gerente de projetos no Instituto IBGPEX, Adenir Fonseca dos Santos, desenvolveu em sua dissertação do Mestrado Profissional em Educação e Novas Tecnologias. A proposta era apresentar um sistema inteligente para a capacitação e a inclusão da pessoa com deficiência visual na sociedade e no mercado de trabalho. E Adenir não ficou só na teoria. Colocou em prática a ideia dentro do Grupo Uninter.

“Tecnologicamente falando, o sistema inteligente é uma recuperação da história dos deficientes visuais trabalhada dentro da instituição, sobre como eles podem ser incluídos socialmente”, afirmou o orientador da pesquisa, Ivo José Both. A pesquisa é fruto da vivência pessoal e da experiência profissional de Adenir. Depois da sua formação, ela optou por trabalhar em escolas de educação especial. “Nessa caminhada, a gente foi percebendo as grandes dificuldades com relação à educação inclusiva”, relata.

“É uma avaliação e constatação da realidade das pessoas com deficiência visual”, explica o professor Ivo Both. A pesquisa traz relatos e histórias reais de dentro do Grupo Uninter. É o caso de Edenir Narques da Silva, auxiliar administrativo e colaborador no IBGPEX. “Fiquei um ano e meio no financeiro, agora já faz um ano que estou no IBGPEX, explicou o funcionário. A idealizadora da pesquisa ainda destacou que, atuando no instituto, percebeu que muitas pessoas com deficiência visual a procuravam.

Apoio do chanceler

A aluna de mestrado tem larga experiência no assunto. “Adenir trabalha há muitos anos na instituição com pessoas de diferentes níveis de deficiência”, diz o orientador. A dissertação será de utilidade para os alunos, administradores e funcionários conhecerem o quanto a instituição tem feito em prol das pessoas com deficiência. “Wilson Picler [chanceler do Grupo Uninter] sempre apoiou esse tipo de trabalho”, lembra Both.

A dissertação trata das tecnologias assistivas que estão trazendo melhor qualidade de vida aos deficientes visuais por meio de inteligências artificiais, a exemplo do NVDA, um leitor gratuito da tela do Windows que permite aos deficientes visuais utilizarem computadores. Sem essas tecnologias artificiais não poderíamos ter visto, por exemplo, o astrofísico britânico Stephen Hawking investigar o universo.

Proposta de curso

Adenir pôs em prática um curso de capacitação para deficientes visuais dentro do Grupo Uninter e contou com 18 alunos. De acordo com ela, o primeiro passo do aprendizado é dominar o teclado. No local de cada letra do teclado era colocada identificação para a leitura em Braile. Ruy Kelson Lopes Fonseca é deficiente visual, funcionário do IBGPEX, foi instrutor desse curso e auxiliou outros deficientes visuais.

Metodologias ativas e da informática acessível passaram a ajudar o deficiente visual em uma série de atividades do cotidiano. Avanços significativos de acessibilidade, em qualificação e mais oportunidades no mercado de trabalho. Pessoas com histórias que se tornam protagonistas de sua trajetória.

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Autor: Evandro Tosin – Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Créditos do Fotógrafo: Caroline Paulino - Estagiária de Jornalismo

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