Automedicação não é o melhor remédio

Talita Santos – Estagiária de Jornalismo

Nos últimos tempos, surgiram várias pesquisas falando sobre a automedicação. E os curitibanos conhecem bem esta prática, pois cerca de 73% deles admitem se automedicar sem qualquer prescrição médica. É o que diz a pesquisa do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação do Mercado Farmacêutico (ICTQ), realizado no ano passado.

“É bom frisar o benefício que o medicamento tem na qualidade vida. Por exemplo, se você está com dor no pé, não vai ter a mesma qualidade no trabalho, ter motivação, ou ter uma boa qualidade de vida. Então o medicamento te ajuda nisso, na recuperação. Mas às vezes o indivíduo toma de uma forma arbitrária e aleatória, isso origina outros sintomas que fazem com que a sua qualidade de vida comece a reduzir”, diz o coordenador da Pós-Graduação, MBA em Auditoria em Saúde e Gestão Hospitalar da Uninter, João Coelho Ribas.

A medicação é um assunto que interessa a muitas pessoas, principalmente porque qualquer um já teve um momento em que precisou ou decidiu se medicar. Para discutir estes e outros temas relacionados, foi realizado o 1º Simpósio Brasileiro de Medicamentos e Qualidade de Vida, no último dia 24, no polo Garcez da Uninter, em Curitiba. O evento foi organizado pela Escola de Saúde, Biociência, Meio Ambiente e Humanidades.

“Queríamos saber o que a gente poderia fazer que englobasse o medicamento e essa relação da qualidade de vida. Então escolhemos pessoas que trabalhassem com isso no seu dia-a-dia. A partir disso a gente fez a organização, as palestras, apresentações de trabalhos e mesas de debates, que pudessem despertar o interesse em discutir com profissionais e com o público sobre essas relações”, diz Ribas.

Edição: Mauri König

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