Logística reversa, um caminho para preservação ambiental

Autor: Bárbara Possiede - Estagiária de Jornalismo

O meio ambiente tem sofrido com o atual modelo econômico baseado em elevados níveis de consumo. Uma alternativa para este cenário, visando o reaproveitamento e descarte apropriado dos materiais, é a logística reversa. Uma estrutura que consiste no caminho inverso dos bens de consumo, focada no retorno dos materiais já utilizados para o próprio local de origem, onde foram fabricados, para que possam ter o descarte apropriado.

A empresa responsável pela produção de um bem sabe exatamente a composição dos materiais empregados e, ao receber o produto de volta ao fim de sua vida útil, fica responsável pela correta destinação final dos resíduos. É um processo importante para que as empresas alcancem a sustentabilidade econômica e ambiental, funcionando também como um instrumento de desenvolvimento econômico e social, viabilizando a coleta e o reaproveitamento de resíduos em outros ciclos produtivos.

A logística reversa foi tema da aula ministrada pelo professor Augusto Silveira, coordenador do curso de Saneamento Ambiental da Uninter, na página do Facebook do curso. Augusto fez uma revisão dos conceitos da disciplina e abordou a aprovação do novo marco legal do saneamento básico pelo Senado.

De acordo com Augusto, é importante atentar para o aspecto da contaminação do material durante o fluxo logístico reverso. Um exemplo é uma situação que pode acontecer no nosso dia a dia: a contaminação de plásticos com restos de alimentos. Essa mistura de resíduos é prejudicial para o reprocessamento, pois implica em uma etapa extra de limpeza para que o material se torne adequado para reciclagem. Esta etapa poderá encarecer o processo, tornando-o economicamente inviável.

Dessa forma, ele explica, “para incentivar a reciclagem e a redução de resíduos sólidos é preciso fazer com que o material chegue o mais íntegro possível para a empresa que o gerou ou para quem irá realizar essa reciclagem”.

Uma das previsões do novo marco legal do saneamento, projeto de Lei n° 4162/2019, é de que os lixões vão precisar encerrar suas atividades até dezembro de 2024. Augusto explica o que pode representar essa mudança: “Os materiais que atualmente chegam para serem destinados em lixões ou aterros sanitários vão ter que ser minimizados ao máximo. Isso irá acontecer quando conseguirmos aplicar processos de reaproveitamento e de reciclagem que são facilitados por meio da logística reversa”.

O marco regulatório vai trazer oportunidades para quem faz o curso de Saneamento Ambiental e de Gestão em Vigilância em Saúde, pois deve garantir a participação da iniciativa privada nas obras de construção das estações de tratamento de água e efluentes, bem como na coleta e destinação final dos resíduos sólidos, gerando mais postos de trabalho.

Você pode acompanhar todo o bate-papo sobre a logística reversa com o professor Augusto através do link.

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Autor: Bárbara Possiede - Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Stijn Dijkstra/Pexels e reprodução Facebook


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