Inteligência Artificial e o desafio da poluição ambiental

Autor: Armando Kolbe Junior (*)

Ultimamente, o mundo tem vislumbrado a Inteligência Artificial (IA), que é uma tecnologia emergente com potencial de transformar inúmeros setores da sociedade, incluindo o meio ambiente. Entretanto, o uso da IA também pode ter um impacto negativo ao meio ambiente, aumentando as emissões de gases de efeito estufa e a poluição. Um estudo publicado na revista Nature Climate Change, em 2022, estimou que a IA poderá representar 10% das emissões globais de gases de efeito estufa até o ano de 2040. Esse estudo também descobriu que o impacto da IA na poluição do ar poderia ser ainda maior.

Existem inúmeras razões pelas quais a IA está aumentando a poluição ambiental e vou citar algumas delas. A IA está sendo utilizada cada vez mais em aplicações que estão exigindo um alto processamento de dados, com funcionalidade como a visão computacional e o processamento de linguagem natural (PLN). Essas aplicações podem vir a consumir muita energia, impactando no aumento das emissões de gases de efeito estufa.

O aumento da utilização da IA em dispositivos que são muito poderosos e eficientes. Esses dispositivos, como smartphones e laptops, estão consumindo cada vez mais energia, principalmente com o uso mais assíduo.

A questão é que a IA está está sendo usada frequentemente para automatizar tarefas, normalmente repetitivas, que antes eram realizadas por humanos. O que se deve destacar é que isso até pode levar a uma redução do uso de energia pontualmente, entretanto, pode levar a um aumento do uso de energia em outros lugares. Os impactos negativos da IA na poluição ambiental levam a uma série de riscos como a redução da qualidade do ar e da água com o aumento das emissões de gases de efeito estufa e a poluição do ar.

Além disso, o aumento da emissão de gases de efeito estufa pode vir a acelerar as mudanças climáticas, levando a eventos climáticos extremos como tempestades, inundações e secas, que têm se demonstrado com mais constância nos últimos tempos.

Mas o que pode ser feito para evitar maiores perdas?

Deve-se pesquisar cada vez mais para tomar medidas que consigam mitigar esse impacto negativo da IA na poluição ambiental. Como? Desenvolvendo sistemas de IA cada vez mais eficientes em termos energéticos, utilizando fontes de energia renováveis e compensando as emissões de carbono.

Também é muito importante desenvolver políticas públicas que venham a incentivar o uso sustentável da IA. Um exemplo interessante seria a interdição dos governos, incentivando o desenvolvimento de sistemas de IA mais eficientes em termos energéticos, oferecendo incentivos fiscais ou regulamentares.

A IA, tem sim, o potencial de ser uma ferramenta poderosa para a mitigação da poluição ambiental. Entretanto, é importante estar ciente dos riscos potenciais associados ao seu uso. Com um planejamento cuidadoso, é possível usar a IA para proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável. Ou seja, podemos ajudar a garantir que a IA seja usada para proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável. 

*Armando Kolbe Junior, Professor Ensino Superior – Coordenador dos Cursos de Administração, Contábeis e Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Centro Universitário Internacional Uninter. Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento.   

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Autor: Armando Kolbe Junior (*)
Créditos do Fotógrafo: Google DeepMind


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