Inovação alia conhecimento e tecnologia


Muito se fala sobre a importância da engenharia para o desenvolvimento do Brasil. A Uninter passou a oferecer cursos nesta área há cerca de quatro anos, e desde então procura aprimorar suas metodologias de ensino neste campo específico. Durante o último ENFOC (Encontro de Iniciação Científica), que aconteceu nos dias 9 e 10 de novembro passado no campus Garcez, em Curitiba (PR), foram apresentados 38 artigos no Grupo de Trabalho (GT) de Engenharia, Tecnologia e Inovação.

O objetivo desta categoria de iniciação científica é exibir projetos desenvolvidos por alunos e professores que são aplicados em diversas áreas da engenharia, abrangendo desde a resolução de problemas diversos até as próprias metodologias de ensino na área. A coordenação desse GT foi de Ana Carolina Abrantes e Marcos Proença, professores dos cursos de Engenharia da Uninter, que englobam as especialidades Elétrica, da Produção e da Computação.

Um dos projetos apresentados foi o de um biodigestor realizado por alunos da Uninter em parceira com a Universidade Federal do Paraná para a fabricação de biogás (gás produzido a partir de resíduos orgânicos de bactérias), fonte alternativa que pode ser utilizada como combustível. “Os alunos desenvolveram a pesquisa em relação ao material a ser utilizado na construção do produto e na parte de controle, quais os sensores e a programação de controle do biodigestor para que ele seja todo automatizado”, explicou a coordenadora.

Ana comentou também sobre a existência de uma linha de pesquisa que une educação e engenharia, voltada para a aplicação de jogos no ensino das disciplinas do curso. A preocupação com metodologias de ensino se destaca na instituição: “Na área de computação houve uma consolidação de métodos, através de revisão sistemática, ela vem muito a contribuir”, explica a professora. Ela ressalta que não há uma metodologia de ensino específica para a área de engenharia, que se vale da adaptação de metodologias das áreas de educação e de ciências biológicas e exatas, por exemplo.

Uma das inovações nesse campo é o projeto de uma bancada didática móvel para a geração de energia solar fotovoltaica, uma parceria da Escola Politécnica com o curso de pós-graduação em Energias Renováveis da Uninter. “Ano que vem, queremos montar essa bancada (uma espécie de maleta), e você pode inclusive utilizar para a educação a distância”, relata.

“O conhecimento científico é alcançado quando há um objetivo específico, e depois o assunto é aprofundado. Na Uninter desenvolvemos isso através das bolsas de iniciação científica e com a participação de voluntários, nos cursos presenciais e a distância, para que eles possam buscar esse conhecimento por si só posteriormente”, explica Ana Carolina.

Ela ainda esclarece que os projetos podem solucionar demandas sociais: acessibilidade, soluções em transporte, uso de energias renováveis, soluções educacionais, entre outros.

Edição: Mauri König / Revisão Textual: Jeferson Ferro

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