Fernandinho, o incansável, foi simplificar a matemática no céu

Autor: Fillipe Borba - Estagiário de Jornalismo

Grupo Uninter perdeu um de seus maiores talentos no dia 12.jun.2020. Um professor que fazia parte da vida desta instituição desde o seu início, na década de 1990, e que deixará seus familiares, amigos e alunos com saudades. O professor Fernando Antonio Bueno Lopes, conhecido como Fernandinho, faleceu este mês em decorrência de complicações por causa de um câncer.

Fernando dava aulas de matemática para vários cursos da Escola Superior de Gestão, Comunicação e Negócios. Era conhecido por seus pares por ter uma alegria contagiante, carregar sempre um sorriso no rosto e era bem quisto tanto por alunos como por colegas de trabalho.

O coordenador dos cursos de Gestão Comercial e Varejo Digital, Elizeu Barroso Alves, além de colega de trabalho era também amigo pessoal de Fernandinho. Os dois dividiam o gosto pelo futebol, e o amor pelo mesmo time. “Nosso relacionamento era nas esferas pessoal e profissional. Ele dava aula nos cursos da Escola de Gestão, muitas vezes na mesma turma que eu. E sempre íamos aos jogos do Paraná Clube”.

A morte de Fernandinho ainda é recente. O professor Elizeu não hesitou em confortar amigos e familiares quando soube da partida definitiva de seu colega. “Assim que fui informado que ele havia falecido, entrei em contato com o filho dele, o Matheus, para prestar os pêsames e nos colocar à disposição. Também contatei o professor Thiago Freitas (que trabalha na Uninter e é um paranista roxo)”.

Para Elizeu, Fernandinho merece ser lembrado na história da Uninter pela sua contribuição à instituição. “Pois ele foi um dos pioneiros, ajudou o professor Picler a colocar os tijolos nesse grande monumento educacional que é a Uninter. Ele era um amor. Todos o amavam! Ele era sempre bem humorado, contador de piada, um querido por todos”, explica o coordenador.

Com os alunos não era diferente. Fernandinho tinha uma determinação que o colocava em uma posição de destaque no relacionamento com eles. “Ele era muito bem quisto! Sempre era um dos professores homenageados”, comenta Elizeu.

Alves fez um post em seu Facebook homenageando Fernandinho. Nos comentários é possível entender como a personalidade dele contagiava as pessoas. “Professor Fernando sempre alegre, prestativo, brincalhão. Uma perda lamentável para todos nós, parentes, amigos, colegas da Uninter. Um torcedor entusiasta do Paraná Clube. Muito triste. Que Deus conforte os familiares”, comentou o vice-reitor, Jorge Bernardi.

Alfredo Angelo Pires comentou: “Fernandinho… Grande amigo de 20 anos de Facinter, Fatec, Uninter. Que perda para família e milhares de alunos. Melhor pessoa para simplificar a matemática. Foi ajudar nosso Deus nas contas. Tristeza profunda, que Deus o receba na santa paz e conforte a família.”

Yedo Alquini comentou: “Fernando era uma pessoa especial. Sempre de bem com a vida. Nunca o vi de mau humor. Além de ser um excelente professor.” Kamila Fontoura Nogueira comentou: “Fernandinho tinha o dom de ensinar, disso eu não tenho dúvidas. O aluno podia ser de humanas, de miçangas, do que fosse, nas mãos dele, amaria a matemática”.

O título de incansável faz jus a Fernandinho, que tinha na docência um de seus maiores objetivos de vida. Elizeu relembra a determinação dele em um episódio curioso. “Uma vez fomos dar uma aula interativa no curso de Administração, que é coordenado pela professora Vanessa Rolon, lá na sede das Araucárias; o Fernandinho foi de moto e nesse dia choveu muito em Curitiba. Ele chegou lá todo molhado! Como sempre, muito animado, pediu um jaleco emprestado e deu a aula normalmente”.

Nem a chuva era capaz de deter a vocação do professor Fernando para a educação. Ensinar era o que lhe motivava. E ele transmitia seus saberes com satisfação. A Uninter só tem a agradecer a este profissional que engrandeceu a instituição e deixou um legado que jamais será esquecido.

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Autor: Fillipe Borba - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König


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