EDUCAÇÃO

Ensino a distância, o vírus que pode entrar!

Autor: Isabel Cristina Brigo Ludtke*

Muitos querem estar perto, outros necessitam estar longe. Há pessoas que só conseguem viver perto. Precisam tocar, sentir a presença, cheirar, ver. Parece que só acreditam naquilo que é concreto. Ler utilizando obras físicas, amar com o toque, o abraço e o beijo. Mas vivemos um momento em que isto nem sempre é possível.

Todos dizem: a distância é necessária, pois está aí o Covid-19, o coronavírus. Pois é, aquilo que era dito e se estabeleceu pela sociedade como verdade passou a ser modificado por uma necessidade. A distância também resolve problemas.

Hoje ela é fundamental para o mundo. O ir à vizinha para sorver um chimarrão, correr pelas ruas, ir ao cinema assistir a um bom filme, divertir-se em meio à multidão, tem que ser substituído pela distância para que possamos sobreviver e possibilitar que os outros também sobrevivam. Além disso, não podemos deixar que atos de ignorância ceifem vidas. E fazer parte desta sociedade a distância é ser inteligente, mesmo que praticar o isolamento social pareça impossível para uma sociedade que tem cultura enrijecida.

O coronavírus se instalou nos mais diversos países do mundo, modificando hábitos, transformando costumes e mostrando que devemos reaprender a aprender. A rede que se formou desde a China, estendeu-se aos Estados Unidos, Itália, Espanha, e agora chega ao Brasil. Mostra que cada um tem seus ensinamentos e que estes estão interligados, comprovando que a presença física pode, sim, ser substituída.

É o advento da tecnologia da informação, é o conhecimento para mudarmos o mundo. É a cultura que caracteriza o ser humano como ser de mutação, de projeto, que se faz à medida que transcende, que ultrapassa a própria experiência.

Georges Gusdorf, retomando Heidegger e Sartre, já dizia que “o homem não é o que é, mas é o que não é”. Quer mostrar que o ser humano não se define por um modelo ou uma essência nem é apenas o que as circunstâncias fizeram dele. Define-se pelo lançar-se no futuro, antecipando, por meio de projetos, sua ação consciente sobre o mundo.

Este é o homem de que a sociedade contemporânea precisa. O homem que faz da distância uma nova forma de viver e de se qualificar. É necessário estudar, pesquisar, construir novas formas de resolver problemas. Nada precisa parar, nem mesmo o ensino e a educação.

Agora mais do que nunca é hora do ensino a distância. E, nos últimos anos, essa modalidade vem crescendo a um ritmo que chega a ser até três vezes maior que o modelo presencial. É o “vírus” do bem, o “vírus” do conhecimento trazendo inúmeras opções de cursos, mensalidades mais em conta, ambientes de aprendizagem cada vez mais sofisticados, e, principalmente, alta disponibilidade.

É possível encontrar cursos a distância em praticamente qualquer lugar do Brasil, mesmo nas localidades mais distantes. É a EAD flexível! Uma das características que os alunos de ensino a distância mais apreciam: flexibilidade. Sem horários e locais fixos para estudar, como acontece nas graduações tradicionais, o aluno fica livre para acompanhar os conteúdos no horário mais conveniente, da forma que achar melhor.

Há quem estude de manhã cedo, antes de sair para o trabalho, há quem dê aquela espiada no horário de almoço, ou prefira acessar os conteúdos à noite, na tranquilidade e no silêncio. Uma das grandes vantagens do EAD é que o aluno não perde nenhum conteúdo. Tudo está disponível no ambiente virtual de aprendizagem e pode ser acessado a qualquer momento, quantas vezes o estudante desejar, de onde ele estiver.

Ademais, a interação é outro ponto forte do EAD. Todo curso conta com uma equipe de orientadores e professores à disposição para tirar dúvidas ou ajudar em alguma questão. Há também chats e fóruns de discussão com os colegas de turma.

É comprometimento com o próprio aprendizado, é ter autonomia para escolher, disciplina para concretizar o que foi planejado, protagonismo no desenvolvimento de habilidades, preparação para o futuro, experiência e motivação para inovar, automotivação para realizar tarefas, concentração para não perder o foco, resiliência para desenvolver projetos de longo prazo, produção textual poderosa para negociar, aprendendo de forma eficaz, mentalidade de crescimento para avançar na carreira.

Tudo isto está no EAD Uninter, agora mais do que nunca exercendo seu papel através do ambiente virtual e auxiliando para que o isolamento social não seja um impedimento para a construção do conhecimento, nem mesmo de comunicação.

Hoje, com apresentações de TCC com ferramentas próprias, conectando tecnologia a bancas de professores em diversas cidades e locais. Inovando com o Vestibular Randômico em casa, onde o próprio aluno se inscreve, faz o vestibular, se matricula e envia os documentos on-line, sem nenhuma dificuldade. É a “coroa” do coronavírus: uma rede interligada para benefício de todos. É estar em casa e na casa de todos simultaneamente. É poder se qualificar, trabalhar e não perder a sensibilidade. É estar se comunicando com qualquer parte do mundo, é permitir a entrada de um vírus benéfico em nossa vida: o vírus do conhecimento através do EAD.

Assim, é o momento de reaprender a aprender, de mudar paradigmas, é momento de resiliência. E de reconhecer que o Ensino a Distância é a modalidade que contamina trazendo à sociedade possibilidade de melhores profissionais, independente do tempo e do espaço em que se esteja.

* Isabel Cristina Brigo Ludtke é coordenadora do polo de apoio presencial da Uninter em Santa Rosa (RS).

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Autor: Isabel Cristina Brigo Ludtke*
Créditos do Fotógrafo: Pixabay


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