BEM-ESTAR

Dia Panamericano da Saúde alerta para as doenças crônicas não transmissíveis

Autor: Fernanda Cercal*

Em 2 de dezembro é comemorado o Dia Pan-Americano da Saúde, instituído pelo Decreto Federal nº 8.289 de 2 de dezembro de 1941. A data visa lembrar o continente sobre campanhas educativas e preventivas na área da saúde nos assuntos mais emergentes do ano.

Manter a saúde é um direito e também um dever do cidadão, porém, apesar de todos saberem que saúde é prioridade, a informação e o atendimento à população encontra barreiras, principalmente sob o ponto de vista social, passando pelo delicado aspecto da distribuição de renda e divisão de recursos em saúde.

Dessa forma, ainda existe muita desinformação e falta de usufruto desse tão básico benefício que deve ser garantido por lei a todos.

As doenças crônicas não transmissíveis são atualmente as principais causas de mortalidade da população mundial. São doenças de múltiplas causas e de muitos fatores de risco que estão cada vez mais comuns na rotina da população de todas as classes econômicas. O processo de transição demográfica, a urbanização dos grandes centros, o crescimento econômico e, principalmente, os aspectos nutricionais são fatores que contribuíram para o aumento gradativo do desenvolvimento de doenças que apresentam periodicidade constante, e que causam sintomas e efeitos adversos na saúde da população.

Longos períodos de latência, curso prolongado e origem não infecciosa acabam por traçar um destino de incapacidades funcionais e deficiências na população, não obstante, o grande número de afastamentos da população produtiva e aumento do número de faltas ao trabalho.

Doenças como o diabetes mellitus, doenças respiratórias crônicas, doenças do aparelho circulatório e neoplasias malignas são algumas afecções crônicas que ocorrem em indivíduos a partir de 30 anos com histórico principalmente de: uso do tabaco, consumo nocivo de álcool, alimentação não saudável e atividade física insuficiente.

Portanto, é importante reafirmarmos nesse dia a importância de um conjunto de ações que irão de encontro a esses condicionantes etiológicos, melhorando de maneira geral a saúde da população.

  1. A importância de uma alimentação saudável – através da alimentação balanceada, nutrimos nossas células de maneira a corresponder suas necessidades para um bom funcionamento de todos os órgãos e sistemas do organismo humano;
  2. A importância da ingestão de água – igualmente, a água nutre nossas células. 80% do nosso corpo é constituído por água, extremamente necessária para o bom funcionamento do organismo humano e determinante para as reações químicas internas;
  3. A importância da prática de atividades físicas – os exercícios estimulam a circulação sanguínea, que leva os nutrientes a todas as partes do nosso organismo, aumenta o gasto calórico e dá resistência ao coração;
  4. A importância de evitar o uso de tabaco e bebidas alcoólicas – as toxinas presentes no tabaco e o álcool presente nas bebidas alcóolicas dificultam a absorção dos nutrientes, dificultam o metabolismo geral e ainda, podem ficar impregnadas nas artérias do corpo, causando processos inflamatórios generalizados, preconizando o aparecimento das doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio (IAM)  e o acidente vascular encefálico (AVE).

As doenças crônicas não transmissíveis apresentam-se intimamente relacionadas com esses hábitos e, ainda, relacionam-se entre si — como no caso da hipertensão arterial, que está ligada ao diabetes mellitus a qual, por sua vez, relaciona-se com os índices de colesterol provenientes da alimentação. Não podemos ignorar essas inter-relações entre os fatores de risco e por isso, as orientações por meio de uma abordagem coletiva sobre deixar de fumar e o incentivo a comportamentos saudáveis como realizar atividades físicas, de lazer e melhorar a alimentação parecem ser a forma mais indicada na prevenção primária.

Publicações do World Cancer Research Control em conjunto com o American Institute for Cancer Research também enfatizam uma perspectiva global para a prevenção do câncer e a mesma abordagem, propondo um conjunto de medidas preventivas, são utilizadas pela vigilância do diabetes mellitus. São preconizadas as modificações no sentido de uma vida mais saudável que, a médio e longo prazo têm impacto positivo em relação às doenças crônicas.

Dessa forma, toda informação no sentido da prevenção, orientação à população é essencial, e devemos nos atentar a dicas sempre qualificadas, provenientes de profissionais da saúde que estão atualizados e habilitados a trabalhar com a população para o desenvolvimento de guias voltados para o nosso país que vem apresentando crescente interesse em cuidados, recursos e tratamentos que melhorem a qualidade de vida.

* Fernanda Cercal é coordenadora do bacharelado em Fisioterapia da Uninter.

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Autor: Fernanda Cercal*
Créditos do Fotógrafo: Pixabay


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