Cuidado, não seja o elo fraco da segurança da informação na web

Autor: Igor Ceccatto - Estagiário de Jornalismo

No mundo tecnológico e globalizado em que vivemos hoje, a web se tornou um universo particular dentro da sociedade. Nesse ambiente, a questão da segurança assume características próprias. De acordo com estudo da Norton Security, em 2017 o Brasil passou a ser o segundo país com maior número de crimes cibernéticos registrados no mundo.

Essa questão não é tema de preocupação exclusiva dos profissionais de TI, mas também daqueles que lidam com o direito e a legislação. Para falar sobre Segurança e WEB, o CEO da Uninter, Marco Eleutério, e o delegado da Polícia Federal Flúvio Garcia participaram de uma palestra online que encerrou o evento  Segurança em Debate, realizado pela Escola Superior de Gestão Pública, Política, Jurídica e Segurança da Uninter. O bate-papo foi mediado pelos professores Antoine Youssef e Felipe Tonetti.

Marco Eleutério explica que a proteção na web se baseia nos ativos de informação, divididos em infraestrutura (computadores, notebooks e outros equipamentos), sistemas (softwares) e usuários (toda e qualquer pessoa que utiliza a web). É justamente esse último pilar, os usuários, que se caracteriza como um ativo mais preocupante.

Quando um invasor ataca algum dispositivo pessoal, como um celular ou notebook de um cidadão, por exemplo, fica mais fácil de alcançar um sistema de uma empresa, visto que o ataque direto é coibido por sistemas de proteção. “Podemos dizer que somos o ‘elo fraco’ da segurança da informação”, completa Marco.

Para combater essa vulnerabilidade, existe um sistema utilizado pelos profissionais da área chamado de “Triângulo Sid”, que contempla os 3 pilares da segurança digital e sua forma de utilização: confidencialidade, integridade e disponibilidade.

A primeira diz respeito à disponibilização de informação apenas para pessoas autorizadas; a segunda preza pela manutenção das informações sem quaisquer mudanças ou adulterações; e a terceira rege a disponibilização das informações no tempo necessário.

Marco Eleutério conclui sua fala dando dicas de algumas estratégias para os usuários ficarem mais protegidos na web. Uma delas seria o uso de senhas fortes em suas contas, incluindo símbolos e evitando repetições numéricas. Além disso, deve-se ficar atento a uma das técnicas mais utilizadas pelos criminosos da internet, o phishing, em que pessoas se fazem passar por instituições confiáveis, seja por e-mail ou SMS, para tentar “fisgar’ informações privadas, como senhas de cartões de crédito e outros dados bancários dos usuários.

O delegado Flúvio Garcia, por sua vez, abordou alguns casos de quebra de sigilo de segurança na web que tiveram graves consequências. Um caso que ficou famoso foi o vazamento de informações promovido pelo site WikiLeaks, do ativista Julian Assange. O site, criado em 2006, ficou mundialmente famoso em 2010 por ter publicado um vídeo em que soldados norte-americanos atiram contra civis de dentro de um helicóptero. O conteúdo era confidencial.

Segundo Flúvio, isso mostra como dados sigilosos de governo podem vir a ser alvo de interesse de hackers, com consequências de grande impacto político. Para concluir, o delegado citou a LGPD (Lei Geral de Proteção aos Dados), sancionada no Brasil em 2018, que regula a utilização de dados de clientes e usuários de serviços na internet. Graças a essa lei, por exemplo, passou a ser obrigatório o aviso de uso de “cookies” (mecanismo de rastreamento de atividades na internet). Trata-se de um marco legal fundamental para a defesa dos direitos dos cidadãos brasileiros na web.

Como assistir

Alunos e colaboradores da Uninter podem assistir a este debate e aos demais do evento Segurança em Debate. Para isso, basta entrar no AVA com o seu RU e senha. Em seguida, clique no link “Ao vivo”, na margem direita superior da sua tela, então clique no ícone “Anteriores” e na área de busca digite “Segurança em Debate”.

 

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Autor: Igor Ceccatto - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Sebastiaan Stam/Pexels e reprodução Facebook


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