Crime abala comunidade do interior do Brasil. Julgamento acontece na Uninter

Autor: Maicon Sutil - Estagiário de Jornalismo

Pereira morava em uma fazenda com sua filha, Inocência, em Santana do Paranaíba, no sertão de onde hoje é o estado do Mato Grosso do Sul. Logo que completou 18 anos, a jovem foi prometida em noivado para Manecão, um sujeito bronco da roça. Tudo mudou quando ela ficou doente e o médico Cirino foi chamado para curá-la. Cirino e Inocência se apaixonaram.

Como a paixão era proibida, eles passaram a se encontrar às escondidas. Pereira descobriu e reagiu com violência. Manecão, por sua vez, passou a seguir Cirino. E foi numa de suas andanças, em atendimento a pacientes, que o médico foi alvejado por um tiro de garrucha. Desolada, a jovem denuncia Manecão, que vai a julgamento no Tribunal do Sertão.

A história se passou em 1872, e um século e meio depois, Manecão foi novamente a julgamento. Desta vez, as bancas de defesa e de acusação são formadas por alunos do curso de Direito da Uninter. O tribunal do júri foi montado no último dia 7 de junho no campus Divina Providência da instituição, em Curitiba (PR).

Esta história se trata, na verdade, do enredo do romance “Inocência”, de Visconde de Taunay, publicado em 1872. O caso fictício de assassinato ganhou vida na voz dos alunos do curso de Direito, que realizaram o julgamento de Manecão em um júri simulado, cujo objetivo é desenvolver as habilidades de comunicação aprendidas em sala de aula, oferecendo uma atividade prática que os coloca diante de situações típicas do trabalho de advogados e juízes.

A professora Margarete Teresinha Costa é a responsável pela organização da atividade, que envolve conteúdo de várias disciplinas: Introdução ao Estudo de Direito, Literatura, Português e Redação Jurídica. A prática proporciona “a oportunidade de desenvolver discursos argumentativos, valorizando a linguagem que advogados e juízes usam na hora de defender ou julgar algum caso”, explica Margarete.

Ficou curioso para saber o que aconteceu com Manecão? Sim, ele foi condenado. E dessa maneira há um novo desfecho para essa história de uma paixão proibida.

 

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Autor: Maicon Sutil - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Maicon Sutil - Estagiário de Jornalismo


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