Como enfrentar o luto na pandemia

Autor: Vitor Diniz - Estagiário de Jornalismo

Enterros de indígenas mortos pela Covid-19 em São Gabriel da Cachoeira no cemitério Parque da Saudade, familiares de Felisberto Cordeiro (Foto: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia Real/09/05/2020)

Na pandemia, além da trágica perda diária de vidas que estamos assistindo, perdemos também nossos hábitos, oportunidades de contato e, muitas vezes, a esperança. Para refletir sobre o enfrentamento do processo de luto neste momento crítico, o curso de Serviço Social da Uninter realizou no dia 26.mai.2020 uma live transmitida pela página do Facebook da Tutoria de Serviço Social – Uninter, com o tema “Luto e produtividade em tempos de pandemia”.

Com apresentação da professora e psicóloga Thayz Athayde, o evento durou cerca de 40 minutos e teve a participação de alunos da Uninter e do público externo, que fizeram perguntas e comentários.  A professora explica que somente enfrentando o luto é que podemos superá-lo, assim se torna possível seguir em frente sem deixar de lado novos projetos de vida.

A quarentena que estamos vivendo em 2020 também é um processo de luto, pois todos nós perdemos a nossa rotina, tivemos que deixar de lado antigos hábitos, como se reunir com os amigos em um churrasco, ir ao parque nos finais de semana, dentre tantas outras coisas.

Thayz ressalta a importância de reinventarmos nossa forma de viver. “No caso do corona vírus, existem algumas pessoa que estão negando o luto, existem pessoas que querem retornar agora à vida que tinham anteriormente. Enquanto a gente não abandonar a antiga rotina e criar outras formas de viver, vamos continuar vivendo um clima angustiante, pois é extremamente angustiante você ficar fixo numa vida que não existe mais”, explica.

Embora estejamos em uma quarentena, a vida não para. Mesmo que seja em casa, continuamos trabalhando, estudando e dando continuidade a diversas atividades diárias. Durante a live, a apresentadora também falou sobre como devemos cuidar da nossa produtividade, ao mesmo tempo em que estamos aprendendo a lidar com tantos conflitos trazidos pela pandemia. Thayz ressalta que devemos dedicar um tempo para a produtividade e um tempo para resolver os conflitos diários. Para sermos produtivos, precisamos de saúde mental, e para isso é necessário analisar e controlar as emoções.

“O momento de pandemia serve também para vermos que somos vulneráveis, não somos imortais. Falar da morte é importante para percebermos que devemos viver o hoje e não ficar vivendo o futuro a todo momento”, conclui Thayz.

Você pode assistir à apresentação na página Tutoria Serviço Social – Uninter, no Facebook.

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Autor: Vitor Diniz - Estagiário de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia Real/Wikimedia Commons


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