A vulnerabilidade dos catadores de materiais recicláveis

Autor: Vitor Diniz - Estagiário de Jornalismo

Os catadores de materiais recicláveis sofrem uma série de problemas, correm o risco de serem contaminados por alguma doença em meio ao lixo, vivem na linha da pobreza extrema, são discriminados, e são alvos de violência nas ruas.

O cursos de Serviço Social  e Gestão Ambiental da Uninter realizaram um debate transmitido pela página do Facebook CST Gestão Ambiental Uninter, com o tema “A questão social dos catadores, como está a segurança dessas pessoas em relação aos materiais que eles coletam?”.

Com apresentação dos professores Dorival da Costa e Rodrigo Silva, o evento durou cerca de 45 minutos e teve a participação de alunos da Uninter e do público externo, que fizeram perguntas e comentários.

O professor Rodrigo destacou que o catador de materiais recicláveis tem uma importante atuação ambiental, e o quanto eles trabalham não só para prover o próprio sustento, mas também para manter a cidade limpa.

“As capitais brasileiras geram em média por dia, 700 gramas de lixo reciclável por pessoa, e 90% de todo o montante é coletado por catadores”, destaca Rodrigo.

O professor Dorival relatou que na época da sua graduação em serviço social ele fez estágio em um Conselho Tutelar de Curitiba (PR). As famílias de catadores sempre foram alvos do Conselho Tutelar. O fato dos catadores levarem seus filhos para as ruas, sempre foi tratado como uma negligencia e até violência da família contra a criança e ao adolescente.

Durante a palestra foi explicado que a tendência era que o estado sempre culpasse as famílias e não reconhecesse o problema social. Mas houve um esforço do conselho tutelar, de mostrar que na realidade faltava investimento público, para prestar assistência as famílias em situação de vulnerabilidade.

“Sempre víamos crianças trabalhando na reciclagem. A gente começou a questionar porquê essa situação ocorria. Percebemos que as famílias não tinham onde deixar as crianças. Então o conselho tutelar começou a emitir ordens para as crianças nessa situação ficarem na escola em período integral”, relatou Dorival.

Em vários municípios do Brasil existem associações e cooperativas com boas estruturas de atendimento aos catadores, com automóveis disponíveis para carregar o material coletado, barracões para o trabalho de separação do lixo, prensas para reciclagem, e equipamentos de proteção ao trabalhador.

Dorival destacou que no ano 2000, falava-se muito que os catadores de lixo reciclável eram agentes ambientais, por que eles faziam algo que o poder público não fazia. O município fazia coleta, mas não fazia a separação. Então o catador fazia a separação do lixo orgânico e reciclável.

No final da live foi destacado que a população deve valorizar os catadores de material reciclável, e que para isso é necessário conhecer a história de vida deles, conhecer as políticas públicas que podem amparar os catadores.

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Autor: Vitor Diniz - Estagiário de Jornalismo
Créditos do Fotógrafo: Bianca C. L/Wikimedia Commons


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