A vida feliz: uma reflexão sobre a concepção de felicidade em Santo Agostinho

Autor: Ana Oliveira - Estudante de Jornalismo

Uma das maiores personalidades da história antiga, Agostinho de Hipona, mais conhecido como Santo Agostinho, que viveu entre os anos de 354 e 430, foi um grande retórico, teólogo e filósofo. Sua obra ainda hoje exerce influência na cultura ocidental. Suas reflexões filosóficas sempre partiram da experiência da vida, das coisas que se passavam ao seu redor, dos conflitos da fé, da interioridade da sua alma.

A busca pela felicidade é, no fundo, a razão de ser da vida. Todos procuram ser felizes ao longo de sua jornada, cada um de seu jeito, mas nem todos alcançam a “vida feliz”. Cada época possui o seu ponto de vista sobre o que é a felicidade. Para os gregos, era o prazer e o exercício das virtudes. Nos dias de hoje, em que tudo parece superficial e muitos passam a vida preocupados com bens e riquezas materiais, ainda existem pessoas que encontram em Deus a sua verdadeira felicidade.

Em artigo publicado na última edição da Revista Intersaberes, “A vida feliz: uma reflexão sobre a concepção de felicidade em Santo Agostinho”, o pesquisador Mário Norberto da Costa Júnior e o coordenador do curso de Filosofia da Uninter, Luís Fernando Lopes, produzem uma reflexão sobre a obra de Santo Agostinho que trata da temática da felicidade, intitulada “De Beata Vita”.

O artigo busca respostas para algumas inquietações, tomando como base a seguinte pergunta: “Qual é a noção de felicidade desenvolvida por Agostinho de Hipona na obra citada e quais as possíveis aplicações desse conceito nos dias de hoje?”

Agostinho escreveu sobre a “vida feliz” durante seu período de recolhimento em Cassicíaco (Itália), em que esteve acompanhado por sua mãe, Mônica, seu irmão Navígio, o filho Adeodato, e seus primos Lastidiano e Rústico. Concebido em forma de diálogo, em um ambiente familiar, intelectual e espiritual, o texto compõe-se de três colóquios, nos  quais Agostinho aponta uma solução ao problema da felicidade à luz das certezas cristãs.

Segundo os autores, “a ideia apresentada no diálogo destaca que o contentamento ainda é o melhor meio para ser feliz. Mesmo com toda a tecnologia disponível nestes dias e ainda que se vivesse 100 anos, não haveria suficiência de tempo e meios para experimentar absolutamente tudo. O contentamento é a chave para ‘saborear’ em sua plenitude aquilo que se tem agora”.

O que é ser feliz? Um desejo do passado que permanece presente, que leva a querer conhecer, descobrir e se realizar. Mesmo havendo se passado período tão longo entre a vida de Agostinho e o tempo atual, o maior desejo do ser humano continua o mesmo. A realidade se modifica, mas a busca por ser feliz permanece.

Leia aqui o artigo completo.

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Autor: Ana Oliveira - Estudante de Jornalismo
Edição: Mauri König
Revisão Textual: Jeferson Ferro
Créditos do Fotógrafo: Luis Miguel Bugallo Sánchez/Wikimedia Commons


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