A educação a distância como ferramenta de inclusão
Autor: Guilherme Augusto*
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Cursar uma graduação é muito mais do que apenas construir conhecimento, é estar em um contexto no qual o estudante conseguirá, além de ampliar a sua compreensão, ter oportunidades e, dessa forma, conseguir mudar a sua vida. Sendo que, as graduações na modalidade a distância registraram um crescimento de 5,6%, impulsionadas pelas instituições privadas. Ao compararmos com os cursos presenciais, observa-se uma retração de 0,5%, segundo os dados da 16 ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2026.
A desigualdade social é uma realidade no Brasil, uma vez que muitos alunos do ensino a distância pertencem a classes com menor renda familiar per capta. Além disso, são estudantes que trabalham, em média, 40 horas semanais, dessa forma, o formato EAD surgiu como uma solução para esse problema.
O acesso a todas as ferramentas pedagógicas, livros e obras que um acadêmico tem no ensino superior muda por completo a sua realidade, preparando-o para o trabalho e para a atuação na sociedade. Por isso, o curso superior é uma importante etapa que pode gerar oportunidades aos trabalhadores.
Todo o conteúdo ajuda o estudante a ampliar ainda mais a sua visão, conseguindo, dessa forma, não apenas um diploma universitário, mas também construir conhecimento e repertório.
O ensino a distância oferece um caminho democrático para que cada pessoa possa transformar a sua vida. As aulas on-line permanecem disponíveis, proporcionando ao estudante a capacidade de adaptar o estudo à sua rotina, sem perder conteúdos, podendo ler os livros, assistir às aulas ao vivo e ler os artigos em casa.
Enquanto o ensino presencial acaba dificultando o acesso devido ao custo e o horário que não permite que muitas pessoas estudem, por conta do trabalho, o ensino a distância surge como uma resposta às desigualdades sociais. E, quando avaliamos boas instituições, percebemos que a qualidade do ensino é muito grande e não perde para as de ensino presencial.
Assim, a educação a distância se faz indispensável, visto que a desigualdade em nosso país é realmente grande. As instituições de qualidade, que lançam mão da tecnologia e da acessibilidade que a internet disponibiliza às pessoas, geram um contexto de acesso e um caminho para que os alunos possam se preparar, investir em suas carreiras e crescer profissionalmente.
A justiça social é um princípio que busca construir uma sociedade equitativa, promovendo direitos e oportunidades para as pessoas que não tiveram acesso. E o ensino a distância promove o acesso ao estudo, a inclusão e a oportunidade para que o cidadão mude de vida e ressignifique a sua história.
* Guilherme Augusto é professor regente mestre da Uninter, atua na área de Geociências, vinculado à Escola Superior de Educação, Humanidades e Línguas (ESEHL).
Créditos do Fotógrafo: Reprodução acervo de Guilherme Carvalho
