EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Uninter se adianta às mudanças do novo marco regulatório de EAD

Sete décadas e muitos avanços separam o primeiro curso por correspondência, em 1910, dos cursos online por computador via CD-ROM, na década de 1980. O avanço tecnológico permite agora que o aluno estude aonde estiver, e no momento que quiser. Isso graças à educação a distância (EAD). Crescendo de forma acelerada, a educação a distância, assim como o presencial, passa por regulamentações frequentes. O novo marco regulatório para a EAD, aprovado pelo Congresso no ano passado, obriga as universidade a se adequarem às novas regras.

Como uma das precursoras da educação a distância e uma das principais referências desta modalidade no Brasil, a Uninter toma a frente mais uma vez para inteirar os seus professores e demais colaboradores sobre as mudanças no setor. O tema fez parte da Jornada Acadêmica da instituição no último dia 7. O diretor da Escola de Gestão, Comunicação e Negócios da Uninter, Elton Schneider, explicou os efeitos dessas mudanças aos professores, coordenadores e tutores dos cursos vinculados à sua escola superior.

Segundo Elton, para os mais de 600 polos da Uninter espalhados pelo Brasil o novo marco regulatório não trará grandes impactos, visto que a instituição esteve sempre na dianteira das mudanças em curso. O empenho em atender bem os alunos e passar as informações de cada curso continua o mesmo. Por esse motivo, um vídeo explicativo foi disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) para esclarecer aos polos de apoio presencial sobre o que as novas regras significam.

“Internamente muda”, explica o diretor. Professores, tutores e coordenadores de curso sempre foram essenciais em uma instituição de ensino. Agora, no entanto, existe uma série de atividades novas com as quais eles serão avaliados. “A participação deles vai fazer toda a diferença no processo. Vamos conversar com o professor para mostrar que o envolvimento deles vai ser essencial daqui para frente”, afirma Elton.

Elton expôs ao corpo docente uma extensa planilha com informações sobre as condições que continuam as mesmas e as novas obrigações. Pontos como regime de trabalho, material didático, procedimentos de acompanhamento e avaliação, entre outros. “Participar de grupo de pesquisa, trabalhar com grupos de estudo, é obrigação de todos os professores daqui para frente, e não só de alguns. Todos terão de estar envolvidos de acordo com a sua área de conhecimento ou a matéria que vai ministrar”, pontua. “As instituições terão cada vez mais de ter professores em tempo integral, porque ele vai ter de tentar participar disso. Ser professor horista é algo uma que vai entrar em extinção”, afirma Elton.

O novo marco regulatório tem como um de seus objetivos aumentar a taxa de matrículas na educação superior, ampliando a oferta de cursos e tornando todo esse processo menos burocrático. Para que esses pontos se tornem possíveis, estipula que as instituições não precisem obrigatoriamente oferecer cursos presenciais para requerer o credenciamento para educação a distância. Ofertar cursos de graduação ou pós-graduação latu-sensu passa a ser um processo menos burocrático. Já a abertura de novo polos também recebe novas regras, com a permissão baseada na qualidade do ensino.

Pelas novas regras, a instituição de ensino superior (IES) que tiver conceito institucional 3 poderão criar até 50 polos de EAD por ano; com conceito 4 poderão criar até 150 polos por ano; e as IES com conceito institucional 5 poderão criar até 250 polos de EAD por ano. A Uninter goza do conceito institucional máximo, conforme avaliação realizada pelo MEC.

“As regras já vinham sendo discutidas há bastante tempo. Quem estava envolvido nesse processo de discussão já sabia que elas iam acontecer e como seriam essas mudanças. Para aqueles que já vinham acompanhando as discussões, o processo não é tão complicado, mas vai dar trabalho” , conclui o diretor.

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Autor: Letícia Costa -Estagiária de Jornalismo
Edição: Mauri König
Créditos do Fotógrafo: Victor Corradini - Estagiário de Jornalismo

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