Seminário chama ao debate os novos responsáveis pela acessibilidade

 

Letícia Costa – Estagiária de Jornalismo

Acessível para um cadeirante ou não, a responsabilidade pela manutenção das calçadas, que antes era do proprietário de cada residência, agora passa a ser dos municípios. A Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência sofreu alterações e isso será tratado no 1º Seminário Metropolitano de Acessibilidade e Direitos das Pessoas com Deficiência. O evento contará com uma mesa redonda coordenada pela professora Leomar Marchesini, coordenadora do Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (SIANEE) da Uninter.

Organizado pela Associação Brasileira dos Engenheiros Civis do Paraná (ABENC), junto com a prefeitura de Curitiba, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) e o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP-PR), o evento será realizado nos dias 27 e 28 deste mês. O objetivo é debater a nova legislação com os profissionais que serão incumbidos de realizar as transformações necessárias, além de especialistas e autoridades, como o desembargador do Trabalho Ricardo Tadeu Marque da Fonseca e o vice-prefeito e secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura, Eduardo Pimentel.

“Vai ser uma oportunidade muito boa porque os eventos na área de inclusão são sempre para as mesmas pessoas. São sempre os mesmos ativistas que vão e falam para eles próprios. Esse evento é muito importante porque é para outro público. É um público de engenheiros, um pessoal que vai realmente conseguir fazer mudanças. É um público que não escuta frequentemente falar de questões das deficiências”, afirma a professora Leomar.

Foi durante outro evento, o Calçadas e Acessibilidades, realizado em março no Ministério Público do Paraná (após análises do impacto da Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência, acessibilidade e o planejamento urbano), que os promotores de Justiça concluíram por unanimidade que compete aos municípios a implementação de rotas, assim como atualizar a legislação local para que assumam a construção e conservação das calçadas, englobando os padrões técnicos de acessibilidade. Segundo Leomar, a acessibilidade tanto física como comunicacional precisa de ajustes e esses serão os principais pontos de discussão.

As pessoas com deficiência ainda passam por situações absurdas, como a falta de uma intérprete para uma mulher surda no momento do parto, ou em uma delegacia após uma abordagem. Calçamentos, transporte coletivo, questões mobiliárias e arquitetônicas também serão abordados no seminário. Elizanete Favaro, diretora da Associação de Surdos de Curitiba, especialista em educação bilíngue para surdos e professora da Uninter, participará do seminário abordando questões voltadas aos deficientes auditivos.

O evento será realizado na sede do Instituto de Engenharia do Paraná, na rua Emiliano Perneta, 174, Curitiba. As inscrições podem ser realizadas aqui. Também clique aqui e confira a programação completa.

Edição: Mauri König

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